Uma mensagem acompanhada de uma foto foi o suficiente para assustar os donos de um açougue no bairro Roça Grande, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O texto dizia: “Minha esposa foi fazer uma carne moída que comprou com vocês e tinha uma varejeira morta na carne”. Situação grave, mas, na verdade, tudo não passava de uma tentativa de golpe.

O contato chegou como se fosse de um cliente insatisfeito. Do outro lado, porém, estava um criminoso tentando enganar os comerciantes e, possivelmente, obter dinheiro indevidamente.
Em entrevista à repórter Thais Travençoli, da Ric RECORD, a empresária Kamilla da Silva contou que, no primeiro momento, o impacto foi grande.
“Na hora a gente se sente mal, acha que foi um erro nosso, que deixou aquilo acontecer. Depois, quando percebe que é golpe, dá mais raiva ainda, porque a gente faz tudo certinho e acaba passando por isso”
relatou.
O marido dela, também dono do estabelecimento, reforçou o prejuízo emocional e de tempo. “Estraga o dia. A gente perde muito tempo tentando resolver um negócio desse, sendo que tem muita coisa pra fazer. Atrapalha de verdade”, disse.

Golpista debocha de donos de açougue
O açougue funciona há seis anos e segue rigorosos padrões de higiene. Justamente por isso, o casal desconfiou da denúncia. Na mensagem, o golpista ainda alegava prejuízo: disse que a esposa usaria a carne para produzir salgados e que teria perdido R$ 300 em encomendas após comprar R$ 94 em carne.
A desconfiança aumentou quando Kamilla percebeu que o DDD do número era do Rio Grande do Sul. Além disso, ela já conhecia o tipo de abordagem. Segundo a empresária, mensagens semelhantes chegam há pelo menos três anos.
“Eles não mudam nem o roteiro. É sempre a mesma mensagem, a mesma foto, o mesmo valor, o mesmo histórico. Quando o pessoal do caixa mostra, eu já sei que é golpe”
afirmou Kamilla.
Ao ser confrontado, o criminoso ainda reagiu com deboche. “Me denuncia aí, estelionato eu pago 10 mil pro advogado e saio na hora”, escreveu. Ele também afirmou já ter enganado outras oito pessoas no mesmo dia.

Criminoso que enviou mensagem de golpe a açougue está preso
Kamilla decidiu ir além e investigou os dados enviados pelo golpista. Ao solicitar uma chave Pix, recebeu um CPF que, após busca em sistemas processuais, apontou para um homem com antecedentes criminais e que estaria preso em uma penitenciária no Rio Grande do Sul.
Diante da situação, o casal passou a alertar outros comerciantes, principalmente do ramo alimentício, por meio de grupos de WhatsApp. A preocupação é que o golpe evolua e faça novas vítimas.
“Hoje eles ainda usam esse mesmo jeito, mas podem mudar a abordagem. E aí alguém pode acabar caindo e tendo prejuízo. A gente avisa todo mundo pra não deixar que outras pessoas passem por isso”
disse o empresário.
Reportagem completa
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