Agente de viagens é suspeita de aplicar inúmeros golpes usando cartões de turistas em Curitiba

Segundo uma ex-funcionária da suspeita, a agente também teria aplicado golpes a pessoas de todo o Brasil

Redação

Dezenas de pessoas registraram boletins de ocorrência (BO) relatando golpes de uma agente de viagens, que é suspeita de atuar em Curitiba, oferecer pacotes (inter)nacionais e não cumprir o acordado. A Banda B conversou com alguns dos turistas, que explicaram suas situações ao longo desta segunda-feira (27).

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Ilustrativa. Foto: Divulgação/Pixabay

Cristiane Rolim é uma destas vítimas destes supostos golpes. Ela e a irmã perceberam o sumiço da suposta agente de viagens meses após o pagamento do valor de entrada.

A gente planejou uma viagem, por muito tempo, em família. Esta moça é de uma agência de viagens, foi muito bem indicada para a gente. Nós fechamos a viagem no final de setembro, fizemos o Pix, em um valor no entorno dos R$ 8 mil, porque ela pediu. O restante foi feito no cartão porque conseguimos parcelar. Só que, desde então, não conseguimos mais contato com ela para que a viagem aconteça. Está bem frustrante para nós. (…) Na tentativa de tentar entrar em contato com ela, a gente foi atrás de quem a nos indicou. Foi feito uma ligação, ela atendeu e retornou. Mas resolvemos cancelar a viagem.

Cristiane Rolim.

Dias após a agente de turismo desaparecer, Cristiane e a irmã notaram compras internacionais feitas com o cartão de crédito usado para pagar a viagem.

No cartão da minha irmã foram feitas compras internacionais, mas não pela a gente. E isto aconteceu no mesmo momento em que fechamos a viagem. A gente conseguiu cancelar, mas a agente deu um prazo de 90 dias para nos reembolsar a entrada e, desde então, até hoje, não conseguimos contato. A gente envia contato, ela não visualiza, não responde. Fomos até o endereço onde ela mora, mas não a encontramos.

Cristiane Rolim.
Agente de viagens é suspeita de aplicar dezenas de golpes usando cartões de turistas em Curitiba. Foto: Reprodução

O chegar no endereço do CNPJ da suposta agência de turismo, nada foi encontrado por Cristiane e a irmã. A vítima dos supostos golpes, inclusive, chegou a ser alertada por uma ex-funcionária da agente, falando que os golpes não se limitavam apenas a clientes de Curitiba.

Ela simplesmente é uma golpista. Eu fui descobrir isto recentemente. Estou te avisando para não fechar nenhum pacote com ela. Desde o começo ela depositava por este CNPJ, mas, a partir de novembro do ano passado, ela não fez depósito nenhum. Em dezembro, eu descobri algumas coisas e fiquei com um pé atrás. Neste ano, descobri ‘as bombas’ pelo Brasil todo. Não é só em Curitiba e região metropolitana, ela atacou o Brasil todo. Pegou gente de Goiânia, Rio de Janeiro, grupos grandes. (…) Ela roubou muita gente.

Trecho do áudio feito pela ex-funcionário da agente, enviado a Cristiane, que a Banda B teve acesso.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionatos, investiga o caso.

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