Do Portal A Rede

As forças de segurança de Ponta Grossa estão em busca do companheiro da gerente de bar Juliana Silveira Nunes, que foi encontrada morta dentro de um bar na rua Rio de Janeiro, na Nova Rússia, em Ponta Grossa, nesta quarta-feira. O nome dele ainda não foi divulgado pelas autoridades.

(Foto: Reprodução Facebook)

Conforme informações repassadas por fontes ligadas à investigação do caso, em um caderno que estava no estabelecimento foram encontrados três bilhetes do homem explicando e justificando o assassinato, indicando que o homicídio foi motivado por ciúmes. Os bilhetes foram apreendidos e serão utilizados como parte do inquérito que investiga o caso. O suspeito também teria ligado para o pai de Juliana revelando que tinha cometido o crime.

Profissionais que trabalham na elucidação do caso também revelaram que não havia sinais de arrombamento e que o local “não estava revirado”. Havia alguns colchões na cena do crime porque o casal dormia no bar. As circunstâncias do local indicam que Juliana foi asfixiada e, na sequência, espancada com um taco de beisebol. O rosto da jovem foi desfigurado com os golpes. Os ferimentos foram principalmente na cabeça e a suposta arma do crime já foi apreendida e encaminhada para perícia.

O caso será investigado pela Seção de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), que deve tratar o assassinato como feminicídio.

O crime

A Polícia Militar foi acionada por denúncia anônima pelo 190 e encontrou o lugar trancado. Assim que conseguiram abrir a porta, viram a mulher já sem vida, com ferimentos na cabeça e muito sangue no local. A Polícia Civil também esteve no local para levantar os primeiros dados e coletar provas que auxiliem na elucidação do caso. O corpo da mulher foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa.

Repercussão

Gerente de um bar e petiscaria de Ponta Grossa, Juliana era uma pessoa bastante querida na cidade e sua morte gerou uma comoção instantânea nas redes sociais. Entre mensagens de lamento e revolta, amigos pediram justiça e punição ao autor do crime.

“Mais uma vítima dessa sociedade de monstros! Fica aqui a minha tristeza e meus sentimentos a minha colega de classe. Esperamos que a justiça seja feita. Nós que todos os dias estudamos para que ela seja feita. Descanse em paz Juliana Nunes e que Deus conforte toda sua família”, escreveu um amigo.

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