Após morte na Silva Jardim, delegado faz alertas sobre ações da ‘Gangue do Rolex’; vídeo mostra crimes

Em entrevista nesta sexta-feira (19), o delegado Marcelo Magalhães comentou sobre o modo de agir do grupo

Gabriel Souza e Rafael Torquato

A morte de um motociclista suspeito de integrar a ‘Gangue do Rolex’, na Avenida Silva Jardim, levou a discussão sobre as constantes tentativas de assaltos feitas por este grupo em diferentes bairros de Curitiba. A Banda B recebeu relatos e vídeos (veja abaixo) de ouvintes em que é possível ver alguns destes crimes. Em entrevista nesta sexta-feira (19), o delegado Marcelo Magalhães comentou sobre o modo de agir do grupo e deu dicas aos curitibanos que venham a ser vítimas dos bandidos.

Membro Gangue do Rolex Curitiba
Um motociclista suspeito de integrar a Gangue do Rolex em Curitiba. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O primeiro ponto que Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), buscou reconhecer é que a polícia sabe da existência da ‘Gangue do Rolex’ e é díficil que o cidadão consiga se prevenir rapidamente de um assalto.

“A gente sabe que há uma quadrilha que age assim. Principalmente, para roubar estes relógios de luxo. Eles chegam rapidamente porque se ‘passam de motoboys’, né”, iniciou.

Na tarde desta quinta-feira (18), o suspeito foi baleado por um empresário no bairro Água Verde. O motociclista teria abordado o motorista na esquina da avenida com a rua Buenos Aires.

Magalhães explica que este é a base da forma de agir dos bandidos.

“Na verdade, é uma das dezenas de formas. Há muitos [crimes] ocorrendo na região Central, no Batel. Os criminosos usam bicicletas para roubar correntinhas, celulares. As motos também podem ser um meio de transporte do criminoso porque é de fácil movimentação. Ele consegue fugir rapidamente, é difícil para um viatura persegui-lo, ainda mais em uma cidade grande. Então, é comum [uso das motos], mas não é a única forma”, observou.

Outras denúncias sobre a ‘Gangue do Rolex’

Porém, em junho deste ano, a Banda B também já trazia denúncias de moradores do bairro Mercês sobre as ações da “Gangue do Rolex”. O estopim foi o flagrante de um assalto feito por um “motoboy” que rendeu outro condutor e levou objetos de valor da vítima.

Desde então, os moradores do bairro que já conversavam entre si buscando soluções aos crimes, passaram a intensificar os diálogos individualmente e com a polícia.

O delegado também falou sobre a prevenção dos crimes.

“Sobre a prevenção em si, é difícil a gente dar um protocolo porque é quase inviável que o cidadão consiga visualizar todo ‘falso motoboy’ com antecedência. Toda hora passa uma moto ‘nos corredores’ do trafego. Então, é difícil a prevenção”, comentou.

Bairros mais visados por ladrões

Também nesta quinta, a Banda B trouxe uma classificação da Secretaria de Segurança Pública (Sesp/PR) sobre os bairros mais visados por ladrões ligados a crimes contra o patrimônio. O bairro Água Verde, local onde aconteceu a situação na Avenida Silva Jardim, é o terceiro local mais visado pelos bandidos em toda a capital.

Reagir a assaltos da Gangue do Rolex?

Diferente da ação do empresário na Avenida Silva Jardim, Magalhães foi enfático ao dizer que não é para as vítimas reagirem a estes assaltos.

Um motociclista suspeito de integrar a Gangue do Rolex em Curitiba. Foto: Reprodução/Redes Sociais

“A gente aconselha para que não haja reação da vítima sobretudo se o criminoso estiver armado (com arma de fogo, arma branca). Então, a gente alerta é que para que haja uma reação para que a vida da pessoa não seja afetada”, finalizou à Banda B.

Vídeos

Veja abaixo as imagens obtidas pela Banda B que mostram outros assaltos e crimes da chamada ‘Gangue do Rolex’ em Curitiba.

https://www.bandab.com.br/wp-content/uploads/2021/11/assaltos-gangue-do-rolex-Curitiba.mp4
Sair da versão mobile