Uma mulher de 39 anos afirma ter sido enganada por um rapaz, conhecido apenas por Felipe, que fingiu ser membro do Exército Brasileiro para seduzi-la e, após conquistar sua confiança, roubar seus pertences. Ela afirma que o estelionatário, conhecido pela polícia como ‘Galã do Samu’, teria roubado um cartão de compras e um jaleco, além do uniforme militar de seu genro. O relacionamento durou 2 meses e, após suspeitas da mulher, o homem de 32 anos desapareceu.

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Em entrevista à Banda B, a vítima revelou que o casal se conheceu em um aplicativo de namoro online. “Depois de conversas, nós marcamos um encontro. Nesse dia eu fui buscá-lo no ‘Hospital do Exército’, no bairro Batel, e viemos para a minha casa”, explicou.

Os dois começaram um relacionamento e saíram juntos durante dois meses, indo a casas noturnas e a shows, mas após inúmeras promessas, ela começou a duvidar das histórias do namorado. “Comecei a desconfiar depois que ele me ofereceu um Audi, afirmando que eu deveria vender o meu carro e que ele me daria de presente um veículo mais confortável. Achei aquela história muito estranha e, quando comecei a colocá-lo na parede, ele desapareceu”, contou à reportagem.

A vítima também afirma ter feito um ‘perfil fake’ no aplicativo de paquera para monitorar o criminoso. “Lá, eu vi ele usando a farda do meu genro e se passando por militar. É revoltante”, lamentou a mulher.

Outros casos

Ela também relata que entrou em contato com outras vítimas do estelionatário. “Falei cinco mulheres, mas elas não querem denunciá-lo porque têm medo. Uma delas teve um prejuízo de R$ 3 mil após ele ter comprado passagem de avião com o cartão dela”, revelou.

Em agosto de 2014, o suspeito já havia sido preso por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba  por se passar por atendente do Samu para se aproximar das pessoas e realizar furtos. Na época, ele já tinha dois mandados de prisão em aberto expedidos  pela 9ª Vara Criminal.

A reportagem da Banda B entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná sobre o caso, mas ainda não obteve resposta.