Julio dos Santos Castro, de 62 anos, suspeito de ter matado a facadas a própria mãe, de 89, chorou durante o depoimento dado à polícia e pediu um psicólogo para atendê-lo. O crime aconteceu nesta terça-feira (28), em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Após confessar o crime, Julio disse que a idosa estava o “intimando toda hora”. Dona Rosa, como era conhecida no bairro São Gabriel, teria sido atacada pelas costas enquanto lavava louças. O corpo da mulher foi encontrado por uma vizinha.

“A minha mãe ficou me intimando toda hora. Da faca que você foi… Eu trabalho de jardinagem, né?”, iniciou o suspeito. Em seguida, reproduziu falas que teriam sido ditas pela vítima: “Você deixou a faca lá no vizinho e não foi buscar! O vizinho pegou a faca e guardou.”
Depois, disse ao delegado que tentou explicar que a faca mencionada pela mãe não pertenciam a eles: “Eu falei: ‘Mãe, não é assim. A faca é igual é a nossa. A faca é dele'”. Ainda não se sabe se a faca citada é a mesma usada por ele para matá-la.
“Eu não sei. Ela me acusando toda hora que eu tinha roubado a faca dela. Ela acusava eu de comer de graça, de estar na casa dela. Como eu sou filho dela, eu também tenho casa”, respondeu ao ser questionado por que esfaqueou a mãe.
Um vídeo obtido pela Ric RECORD mostra Julio confessando o crime a uma vizinha da mãe. “Ela estava caída de costas, junto à pia, com as mãos ao lado do corpo e sangue correndo da cabeça”, relatou a vizinha.
Nas imagens, o homem surge em frente a um portão e diz: “Eu matei mesmo”. Em seguida, a vizinha afirma: “Meu Deus!”.
As investigações apontam que Julio foi até um bar e contou a todos, enquanto bebia uma dose de cachaça, que havia matado a mãe. Cerca de duas horas mais tarde, voltou para casa de táxi e foi abordado com cocaína nos bolsos.
Dona Rosa era viúva, mãe de 11 filhos e fazia crochê para complementar a renda da família. O suspeito era jardineiro, enfrentava problemas com alcoolismo e já havia sido internado pela mãe em uma clínica de reabilitação.
“Ele possui distúrbios mentais, passa por tratamento psiquiátrico e toma remédios fortíssimos. Ele fez ingestão de bebida alcoólica. Ele foi a um bar após o fato e retorna à casa. O sr. Julio reconhece que cometeu um crime, mas não pode ser condenado e sim tratado pelo Estado”, destaca o advogado Evandro Alves, que defende Julio.
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