Imagem ilustrativa/Banda B

 

Era por volta de 14h20 quando o telefone da Banda B tocou na tarde desta quarta-feira (27). De um lado da linha, estava um jornalista que atua na emissora. Do outro, estava um rapaz bastante agressivo, que tinha como intenção amedrontar. Inicialmente, a ligação trouxe a voz de uma menina e um pedido de ajuda desesperado ao seu “pai”. Na sequência, uma ameaça de morte a ela. Tudo, porém, não passava de tentativa de um dos golpes mais conhecidos atualmente: o do falso sequestro.

Antes de falar com o jornalista, vítima da tentativa de golpe, o suposto sequestrador falou com outros três funcionários da emissora e, em todas as situações, tentou se aproveitar do medo para obter informações e receber o valor do ‘resgate’.

Na quarta ligação, coube ao jornalista vítima atender e receber o pedido de desespero: “Pai, preciso de ajuda, estou sendo machucada”. Com uma voz de choro, ela afirmava que teve o braço quebrado. “Vem me buscar, pelo amor de Deus”, dizia.

Diante da insistência de questionamentos do repórter da Banda B, um homem tomou o telefone e iniciou as ameaças, com direito a várias palavras de baixo calão. “Eu não quero fazer mal para ela, posso confiar no senhor? A sua filha está dentro do meu carro e quero a ‘palavra de homem’ de que não teremos envolvimento da polícia”, descrevia.

Percebendo estranheza, o jornalista iniciou questionamentos, até se revelar ao suposto sequestrador. Como percebeu a frustração da ligação, coube a ele deixar o jornalista apenas no ‘tu, tu, tu….’

Ouça o áudio:

Golpe

Os casos de falso sequestro são investigados no Paraná pelo grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial), unidade de elite da Polícia Civil.

Em todos os golpes, o modus operandi é o mesmo. Quando, por exemplo, uma criança atende os criminosos, eles conseguem obter informações dessa pessoa supostamente sequestrada (como, por exemplo, o nome do pai ou da mãe, assim como os telefones celulares deles). A vítima, com medo, passa a obedecer ao golpista, acreditando que realmente alguém de sua família está em perigo.

Diante do temor, pedem um valor financeiro para o resgate. O medo de perder um familiar é a principal arma dos supostos sequestradores.

A orientação da polícia nestes casos é sempre manter a tranquilidade, não efetuar nenhum depósito e procurar a Polícia Civil. O telefone do grupo Tigre é o (41) 3270-1950.