O farmacêutico Ronaldo Martins dos Santos foi condenado a 32 anos de prisão em regime fechado por envolvimento em um esquema de venda ilegal de medicamentos em Curitiba. Ele chegou a ser apontado pela Polícia Civil como o maior traficante de medicamentos do Paraná.

Frascos de medicamentos sobre uma superfície branca
Farmacêutico foi condenado por vender remédios falsos, vencidos e opioides de uso hospitalar em Curitiba. Foto: Divulgação

Ronaldo foi preso em março de 2024, no bairro Xaxim, após uma investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Decrisa), que teve início a partir da denúncia de uma mulher que vinha sendo ameaçada pelo homem.

A vítima relatou à polícia que era dependente de fentanil, um opioide utilizado no controle da dor, e que comprou diversas ampolas do medicamento com o farmacêutico. Com o acúmulo da dívida, segundo o depoimento, ele passou a ameaçá-la.

“Ele passou a ameaçá-la dizendo que era policial, que andava armado, que tinha matado muita gente e que acidentes aconteciam. Além disso, como juros, ele dizia para ela que ela podia mandar nudes para ele ou fazer favores sexuais”, afirmou, na época, a delegada Aline Mazatto.

A partir da denúncia, os policiais chegaram até um endereço em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, onde encontraram três contêineres repletos de medicamentos vencidos, remédios falsificados e opioides de uso exclusivo hospitalar.

O material foi apreendido e a investigação apontou que os produtos eram comercializados de forma clandestina.

A Banda B tentou contato com a defesa do farmacêutico, mas ainda não obteve retorno. A matéria será atualizada em caso de manifestação.