(Foto: Reprodução Facebook)

O comerciante Edison Brittes Junior, de 38 anos, suspeito de matar o jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 25, se apresentou à delegacia na manhã desta quinta-feira (1°) em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A mulher do suspeito, Cris Brittes, e a filha, Allana Brittes, também foram detidas para averiguação.

Como havia mandado de prisão contra os três, eles permanecem detidos à disposição da Justiça. Segundo o apurado pela Banda B, os mandados de prisão contra os suspeitos são temporários. As mulheres foram detidas para ‘averiguação’. Edson e a filha foram presos nesta manhã na casa em que moravam em São José dos Pinhais, já Cris na noite de ontem em Curitiba.

Carro usado para desovar o corpo foi apreendido (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

Na manhã de hoje, o suspeito, acompanhado do advogado, esteve na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na região em que Daniel foi morto. Policiais encontraram o órgão sexual do jogador pendurado em uma árvore. Já a a faca usada no crime não foi localizada, uma vez o autor disse ter jogado em um rio. O carro usado para desovar o corpo, uma Veloster com placa de Piraquara, foi apreendida. A Polícia Civil concederá uma entrevista sobre o caso na tarde de hoje.

Alana (centro) em postagem em homenagem aos pais (Foto: Instagram)

Segundo o advogado do suspeito, Claudio Dalledone Junior, o crime aconteceu na tentativa do cliente defender a esposa de uma tentativa de estupro. “Não existe versão, mas uma realidade. A realidade é que este rapaz, de nome Daniel, tentou estuprar a mulher dele”, afirmou Dalledone em entrevista à Banda B, na manhã desta quinta-feira.

Ainda durante a entrevista, Dalledone fez questão de defender o passado de seu cliente. “É um pai de família, pai de duas meninas, um comerciante de São José dos Pinhais e sem antecedentes criminais. Tem uma vida voltada ao trabalho e a crença em Deus, quando acabou sendo vítima deste sujeito. Se viu ali para defender uma tentativa de estupro e, em um momento assim, infelizmente as consequências podem ser graves”, concluiu.

Mensagens antes do crime

O jogador de futebol foi espancado em uma festa na casa do autor do crime antes do assassinato e mandou várias mensagens pelo WhatsApp a um amigo, momentos antes de morrer. As mensagens foram trocadas por volta das 8 horas da manhã de sábado (27).

Nas primeiras mensagens, Daniel diz: “Estou nessa casa, entrosei na balada e vim. Posso dormir aqui, tem várias ‘mina’ espalhada”, disse o jogador. Logo depois, ele diz ao amigo que pretende ter uma relação sexual com a mãe da aniversariante, e conta para o amigo que “o pai está junto”.

O homem que presenciou as agressões, e não teve a identidade revelada, prestou depoimento à Delegacia de São José dos Pinhais ontem de manhã. A testemunha contou que, na noite do crime, ela e Daniel saíram de uma balada na capital e decidiram ir até a casa de uma jovem que encontraram no estabelecimento. No total, sete pessoas – incluindo a menina – foram até a residência, que fica localizada em São José.

Testemunha contou o que viu

Daniel foi brutalmente assassinado (Foto: Facebook)

O homem que presenciou as agressões, e não teve a identidade revelada, prestou depoimento à Delegacia de São José dos Pinhais ontem de manhã. A testemunha contou que, na noite do crime, ela e Daniel saíram de uma balada na capital e decidiram ir até a casa de uma jovem que encontraram no estabelecimento. No total, sete pessoas – incluindo a menina – foram até a residência, que fica localizada em São José.

De acordo com o advogado Jacob Filho, em um determinado momento, os convidados ouviram gritos de socorro de uma mulher vindos do quarto. O Daniel começou a gritar logo em seguida. A testemunha foi ver o que estava acontecendo e encontrou o jogador sendo espancado, com chutes e socos, pelo homem apontado como o autor do crime, um comerciante de São Jose dos Pinhais, e outras três pessoas. A vítima dizia ‘eu não quero morrer’ repetidas vezes.

A testemunha relatou ainda que Daniel estava no quarto junto com a mãe da menina – e esposa do suspeito – que encontrou na balada. E disse que não pode afirmar se o jogador estava tendo algum relacionamento com a mulher ou se tentou fazer algo à força.

Após a agressão, Daniel foi colocado no porta-malas de um carro, já inconsciente. Ele já estava desmaiado, não se sabe se vivo ou morto.

A testemunha é moradora de Curitiba, mas saiu da cidade logo após o depoimento, apoiado pelo programa de proteção a testemunha. A Polícia Civil, que já pediu a prisão de envolvidos no crime, continua a investigar o caso.
O ex-jogador do Coritiba teve o pênis decepado e quase foi degolado. O corpo foi encontrado na zona rural de São José.