Uma operação policial deflagrada em Morretes, no Litoral do Paraná, na manhã desta terça-feira (17), tem como alvo uma organização criminosa formada por familiares e amigos próximos, suspeita de atuar no desvio de cargas de soja e fraudes no Paraná e Santa Catarina.

As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina e começaram após o registro de um suposto roubo de carga, em outubro. No entanto, conforme explicou o delegado Juliano Baesso, o crime foi forjado.
“O motorista alegou que havia sido vítima de roubo, mas apuramos que ele mesmo desviou a carga para beneficiar a organização criminosa. Ou seja, o roubo não existiu”, afirmou ao repórter Kainan Lucas, da Ric RECORD.
Operação em Morretes: investigações
A partir desse caso, a polícia identificou um esquema estruturado, com base principalmente em Morretes e Paranaguá, além de ramificações em Araucária. O grupo também atuava em outros estados, como São Paulo e Santa Catarina.
Ao todo, foram identificados 13 investigados, 11 pessoas físicas e duas jurídicas, que, segundo a polícia, eram utilizadas para lavar o dinheiro obtido com os crimes.
A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 600 mil por investigado. Também estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas.
Durante as investigações, os policiais descobriram que o grupo já havia praticado outros crimes semelhantes. Em um dos casos, um dos envolvidos foi preso em flagrante. Em outro, um motorista desviou uma carga e chegou a fugir da polícia na região do Porto de Paranaguá.
Em uma das fraudes, uma carga de soja saiu da Bahia com destino ao Paraná, mas apenas cerca de 10% do produto foi entregue. O restante foi substituído por areia e pedras, com a soja colocada apenas na parte superior.
Organização criminosa era formada por familiares e amigos
Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi o vínculo entre os integrantes. “Identificamos que vários membros eram da mesma família ou amigos muito próximos, o que fortalecia a atuação do grupo”, destacou Baesso.

Durante o cumprimento de um dos mandados em São Paulo, os policiais encontraram uma grande quantidade de cocaína em um imóvel utilizado como depósito pela organização. A descoberta reforça a suspeita de que o grupo também atuava no tráfico de drogas.
Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCPR), destacou a o trabalho conjunto realizado com a Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina e do Paraná e também o apoio das Polícias Civil do Paraná e de São Paulo, da Força Nacional e da Polícia Militar de Paranaguá.
Os investigados devem ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, furto duplamente qualificado, falsa comunicação de crime, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e tráfico de drogas.
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