A morte de Odara Victor Moreira, de 29 anos, deixou a família devastada e em busca de respostas. A jovem foi assassinada a facadas na madrugada do último sábado (13), durante uma briga com o ex-marido dentro do apartamento onde morava, no bairro Portão, em Curitiba. O caso é tratado pela Polícia Civil como feminicídio.

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Foto: Reprodução/ Instagram

Neste início de semana, a dor ganhou contornos ainda mais difíceis para os familiares. Esta segunda-feira (15) seria o aniversário de Odara, chamada carinhosamente de “Darinha” pela família. Em vez de comemoração, restaram o luto, a indignação e o pedido por justiça. As informações são da Ric RECORD.

“Hoje era pra ser comemorado o aniversário dela, e ela estava muito feliz nos últimos dias. Comprou o carro dela, o apartamento, estava muito feliz. A Odara era uma menina trabalhadora, corria atrás dos sonhos dela. Estamos arrasados e queremos justiça”

contou a irmã de Odara, em entrevista ao repórter Tiago Silva da Ric RECORD.

Na vida pessoal, a família afirma que Odara havia decidido encerrar o relacionamento com o ex-companheiro. Mesmo separado, o casal morava na mesma residência. A versão apresentada pela defesa do suspeito, de que ele teria agido em legítima defesa após ter sido esfaqueado enquanto dormia, é rejeitada pelos familiares.

“Essa versão de legítima defesa não faz sentido. Ela era uma menina pequena e ele enorme, alto, ela não ia conseguir fazer nada com ele. A gente não esperava por isso”

disse a irmã.

O cunhado da vítima também cobra esclarecimentos. Ele lembra que Odara costumava chamar o próprio aniversário de “Dia Mundial da Odara”.

“Ela veio de uma família simples, mas com uma educação muito forte. Perdeu a mãe cedo e o pai assumiu tudo. A Odara conquistou tudo sozinha, se formou sozinha, se manteve sozinha, não precisava de ninguém. Se a vida dela foi tirada de forma injusta, é preciso que haja uma resposta justa”

complementou o cunhado.

Quem era Odara, morta pelo ex-companheiro

Odara Victor Moreira está entre as três mulheres mortas em casos de feminicídio registrados neste fim de semana em Curitiba. Funcionária da APP-Sindicato, ela foi morta a facadas dentro do apartamento em que morava, no sábado (13), no bairro Portão.

Quando os policiais chegaram ao endereço informado, encontraram o ex-marido de Odara apenas de cueca e com o corpo ensanguentado. Segundo a versão apresentada por ele, os dois teriam entrado em luta corporal e, durante a briga, ele conseguiu tomar uma faca da mulher e a atingiu.

Em uma avaliação inicial, foram identificadas pelo menos quatro perfurações no corpo da vítima. O suspeito também apresentava ferimentos causados por faca, sendo três perfurações: duas na região abdominal e uma no braço.

Segundo a APP-Sindicato, ela atuava há seis anos na instituição e, atualmente, exercia a função de Assistente Técnica na sede estadual, realizando atendimento presencial, telefônico e por mensagens aos sindicalizados.