Os familiares da jovem Juliana Malacarne, de 24 anos, encontrada morta na manhã desta segunda-feira (12), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), não têm dúvidas de que o ex-marido dela é o culpado pela morte. A tia de Juliana, Maria Bruder, contou à Banda B que todos estão revoltados e já esperavam o pior. Juliana já havia registrado dez Boletins de Ocorrência contra o ex e também havia mudado de endereço, para perto da casa dos pais, para se sentir mais protegida. Não foi o suficiente.

“Ela já tinha pedido proteção para a polícia com vários Boletins de Ocorrência contra ele. O pai dela ia buscá-la todos os dias no trabalho, mas ontem ele chegou antes e a arrastou. Daí aconteceu essa desgraça”, contou a tia.

Juliana foi encontrada morta nesta segunda-feira 912) – Facebook

Juliana foi encontrada morta com ferimentos no rosto e possivelmente foi assassinada a pedradas porque há marcas de sangue no local. A Polícia Civil investiga o crime e aponta o ex-marido como o  principal suspeito.

Há dois meses, a vítima decidiu colocar um pontal final no relacionamento. Ele não aceitou. Ainda segundo a tia da jovem, Juliana sempre reclamava das atitudes do ex.

“Ela reclamava que ele bebia, não trazia dinheiro pra casa, ela que trabalhava pra pagar aluguel, pra dar comida para as crianças, sustentava tudo”.

Com os dois filhos do casal, uma bebê de seis meses e uma criança de quatro anos, Juliana foi morar perto da família, também em São José dos Pinhais. A proximidade da família era para ficar mais protegida.

“Ela pôs um ponto final e foi morar perto dos pais. Daí ele não pode mais entrar na casa e nem espancá-la mais. Depois, disse que ia dar um fim nela e foi o que fez”.

A polícia já conta com a identificação do principal suspeito do crime, que tem aproximadamente 35 anos. A família espera por justiça. “Só queremos agora que ele pague pelo que fez”.

A Polícia Civil procura o ex-marido da Juliana.

O crime

Juliana foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (12), em São José dos Pinhais. Um caminhoneiro que parou no local, na Colônia Muricy, início da rua José Lipinski, encontrou o corpo e acionou a Polícia Militar (PM). O cabo Célio disse à Banda B que possivelmente ela tenha sido morta no matagal. “É uma moça nova, de boa aparência, tem ferimentos no rosto, provavelmente sofreu agressão com pedras porque têm várias ao lado do corpo. Tudo indica que é alguém conhecido, mas vamos esperar”, disse.

Havia embalagens de presentes ao lado do corpo, junto com a bolsa da jovem. “Tem uma bolsa ao lado do corpo e por isso deu para ver a identificação. Há também uma embalagem de papel de presente, como se o presente tivesse sido levado”, completou o cabo.

No histórico policial, Juliana acumula dez boletins de ocorrência pela Lei Maria da Penha contra o ex-companheiro. O último deles registrado no último dia 30.