Por Elizangela Jubanski e Roberto Romanowski

Uma família que mora no bairro Cajuru, em Curitiba, levou um grande susto na noite desta terça-feira (19) ao chegar em casa. Dois homens saíam da residência deles com vários objetos nas mãos. A família conseguiu fugir e acionar a polícia. Os bandidos foram pegos na rua e, na delegacia, tiveram a cara de pau de pedir bolo de chocolate ao delegado. Todos os objetos furtados foram recuperados.

A família chegava em casa, na Avenida Maurício Fruet, por volta das 22h, quando foi surpreendida na garagem, estacionando o carro. De acordo com a moradora da casa, eles pensaram que fossem mendigos, mas ao verem uma bolsa com os objetos da família, acionaram a Polícia Militar (PM). “A gente deu a ré para sair dali e eles vieram pra cima da gente com uma faca. Somente nessa hora é que conseguimos ver que a porta estava arrombada”, contou a moradora.

A polícia chegou rapidamente e conseguiu capturar os homens na Av. Professor Lothario Meissner, no bairro Jardim Botânico. Eles foram reconhecidos pela família. Marcílio Ferreira, 52 anos, e Rony Roque Ferreira, 31 anos, foram presos em flagrante. Ferreira é natural de Maringá e tem sete passagens por furto, roubo e receptação, além de quatro mandados de prisão revogados. Já Roque tem duas condenações cumpridas, além de possuir um mandado de prisão em aberto, condenado há 21 anos de prisão, por latrocínio cometido na cidade de Londrina, norte do estado.

“Eles estavam com uma garrafa de whisky, andando e bebendo. Tudo que conseguiram colocar dentro de uma bolsa levaram”, contou o tenente Rueda à Banda B.

Já nas celas a movimentação e a conversa era constante entre eles. Ferreira acusava o comparsa de ser amador e o culpava pela prisão. Depois da conversa fiada, os dois perguntaram se não tinha bolo de chocolate na delegacia porque ambos estavam com vontade de comer esse doce.

De acordo com a polícia, a dupla furtou dois notebooks, uma máquina fotográfica digital, joias, roupas, tênis, uma pequena quantia em dinheiro e bebidas alcoólicas.