Mais uma etapa das audiências sobre a morte do jogador Daniel Freitas acontece nesta terça-feira (13). Duas testemunhas já foram ouvidas. A previsão era para que o réu confesso Edison Luiz Brittes Junior fosse o primeiro a falar. Entretanto, o advogado defesa dos Brittes, Cláudio Dalledone Jr., informou que foi feito um requerimento para que Edison, Alana e Cristina, sejam ouvidos por último. Após a solicitação, foi informado à Banda B que Evellyn Brisola Perusso e Allana Emilly Brittes devem ser ouvidas por primeiro. Depois, os demais acusados serão ouvidos.

Foto; Antônio Nascimento/Banda B

“O ato de interrogatório é um ato supremo do processo criminal, lembrando que não é um instrumento de condenação, mas sim de garantia à qualquer acusado. A defesa irá fazer um requerimento para que Edson, Alana e Cristiana sejam ouvidos por último, pois se eles sofrerem acusações por parte dos demais, poderão se defender”, afirmou.

A audiência começou por volta das 9 horas, no Fórum de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, e a expectativa é de que os interrogatórios sigam até a próxima quinta-feira (15). Quatro testemunhas foram intimadas, mas apenas duas compareceram ao local e já prestaram depoimento. Uma é o delegado do Centro de Triagem, Roberto Fernandes. A outra, é Guinter Lindg Gois, proprietário da loja de informática, onde Cristiana Rodrigues Brittes deixou o celular. Segundo Dalledone,  fake news e a exibição da nudez de Allana serão discutidos.

“Temos expectativas em cima do técnico que pegou o celular, vamos ver se essa prova foi colhida de forma legítima. Queremos saber quem vazou as imagens de Alana e essa pessoa será processada. Já o depoimento do delegado Fernandes, nós discutiremos a fake news, pois existe o seguimento da imprensa que se aprimorou em dar notícias falsas e se diz o grande tribunal disso tudo. Uma das notícias falsas é sobre o espancamento de Edison. A imprensa será muito discutida hoje”, explicou o advogado.

Sobre as testemunhas que não foram localizadas, Dalledone explica que eles estão atrás de quem falou sobre a armadilha sexual. “É um morador de rua, aliás, já é o segundo morador de rua que as emissoras trazem para o processo. Essas, ninguém sabe e ninguém viu. Só existem na imprensa. Mas vamos discutir e ver quem será processado”, esclareceu.

As testemunhas foram ouvidas e a juíza Luciani Regina Martins interrompeu a audiência para discutir os contrapontos dos depoimentos, já que Guinter afirmou que entregou o aparelho direto para a polícia. Já o delegado negou que Edison tivesse sido agredido no Centro de Triagem.

Acusação

Para o advogado de assistência de acusação, Nilton Ribeiro, a expectativa é de que a família Brittes e todos os acusados “ajam com um pouco de humanidade”.

“Espero sinceramente que deixem a memória do Daniel em paz e preservem, pelo menos, a dor da família. Parem com essas mentiras, como essa história de estupro, que é um absurdo e tenham dignidade. Já cometeram esse crime brutal, agora deixem a covardia de lado e confessem o erro”, disse Ribeiro.

“Ele procurou isso”

Allana Brittes se pronunciou publicamente sobre o caso Daniel em uma entrevista para o Conexão Repórter do SBT. Ela confirmou que seu pai é o autor do assassinato e se eximiu de qualquer participação no cruel ato. Entretanto, afirmou que o ex-jogador foi ‘quem procurou tudo isso’.

“Mais uma mentira, essa menina precisa de um tratamento psiquiátrico muito sério. A família está em oração e sofrendo muito com essas mentiras criadas pela defesa. Orientei para a família de Daniel que não comparecessem mais em audiências, para que não sofressem”, declarou Nilton Ribeiro.