Você lembra? Em 2018, o então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro levou uma facada na região do abdômen, durante um evento de campanha na cidade mineira (MG) de Juiz de Fora.
Quatro anos depois, às vésperas de novas eleições nacionais, incluindo o cargo de presidente do País, o assunto ainda repercute. Inclusive será o tema da edição desta segunda-feira (11) do Tribunal da Notícia, que contará com Zanone Júnior, investigado pela PF. Ele é o advogado de Adélio Bispo, autor do atentado contra o mandatário máximo do Brasil.

Um dos assuntos que será tratado pelo jornalista Ricardo Vilches, apresentador do Tribunal da Justiça aqui na Banda B, é um dos mais polêmicos em torno deste caso: o celular do advogado.
Em novembro do ano passado, a Polícia Federal (PF) reabriu as investigações sobre o caso após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizar, com base em um pedido de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, uma nova investida contra Zanone Júnior, que já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em dezembro de 2018.
A PF, que investiga o defensor de Bispo, quer saber se houve algum mandante para que o autor da facada cometesse o atentado. Além disso, a investigação quer entender se Júnior assumiu o caso para obter mídia, já que, na visão dos próprios investigadores, o suspeito não possuía dinheiro suficiente para bancar os serviços jurídicos e a defesa.
Até hoje, no entanto, nenhuma conclusão foi obtida diante das hipóteses citadas anteriormente.
Adélio Bispo
Adélio está internado no presídio federal de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul (MS). Em 2019, ao julgá-lo, a Justiça o considerou inimputável (não pode ser condenado) por questões de saúde mental.
Foi estipulada medida de segurança de internação por prazo mínimo de três anos, “ao fim do qual deveria ser realizada a perícia médica para verificação da manutenção ou cessação da periculosidade”. A sentença transitou em julgado (sem possibilidade de novos recursos) em julho de 2019.

Em maio deste ano, a 5ª Vara Federal Criminal de Campo Grande questionou o governo federal sobre a disponibilidade de peritos para a realização de exame psiquiátrico em Adélio Bispo, que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma tentativa de assassinato em 2018.
O exame permitirá, portanto, que a Justiça decida se Adélio pode retornar ao convívio social ou se a internação deverá ser estendida por mais tempo. Procurada, a defesa de Adélio afirmou que, por enquanto, não se manifesta sobre o assunto.
As buscas da Justiça por novos peridos continuam até o momento.
A facada contra Bolsonaro
O atentado em Juiz de Fora ocorreu em 6 de setembro de 2018. O autor da facada foi preso no ato e confessou o crime.
Sem dúvidas quanto à autoria, objeto de um primeiro inquérito, uma segunda apuração foi instaurada pela Polícia Federal para averiguar o envolvimento de terceiros e possíveis mandantes.
Em junho de 2020, com base nas conclusões da Polícia Federal, o Ministério Público Federal em Minas Gerais se manifestou pelo arquivamento provisório do inquérito policial.

No documento enviado à Justiça Federal, a Procuradoria afirmou ter concluído que Adélio concebeu, planejou e executou sozinho o crime.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o réu já estava em Juiz de Fora quando o ato de campanha do então candidato à Presidência foi programado e que, portanto, o autor da facada não se deslocou até a cidade com o objetivo de cometer o crime.
Os representantes da Procuradoria disseram ainda que Adélio não mantinha relações pessoais com nenhuma pessoa na cidade mineira, tampouco estabeleceu contatos que pudessem ter exercido influência sobre o atentado.
Os membros do MPF frisaram que ele não efetuou ou recebeu ligações telefônicas ou troca de mensagens por meio eletrônico com possível interessado no atentado ou pessoas relacionadas ao crime. Naquele mesmo mês, a Justiça Federal homologou o arquivamento.
Tribunal da Notícia
O Tribunal da Notícia vai ao ar de segunda a sexta, às 14 horas, na Banda B AM 550 e FM 79.3, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Banda B e o Facebook Portal Banda B.