Evandro Bitencourt Guedes, ex-policial militar (PM), viralizou nas redes sociais, ao longo da última segunda-feira (4), após aparecer em um vídeo suspeito de incentivar sexo com mulheres mortas durante uma aula de um cursinho localizado em Cascavel, no Oeste do Paraná.

O Ministério Público (MP/PR), conforme noticiado pelo G1 PR e confirmado pela Banda B, já afirmou que há um inquérito civil em tramitação buscando apurar falas que promovem o crime de necrofilia, entre outras formas de violência, ocorridas na instituição.

Sobre o vídeo, a empresa AlfaCon Concursos Públicos, que possui Guedes como um dos fundadores, se posicionou por meio de uma nota que circula nas redes sociais (veja abaixo). A Banda B também procura o ex-PM. O espaço está aberto.

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Ex-PM viraliza em vídeo suspeito de incentivar sexo com mulheres mortas durante curso no Paraná. Foto: Reprodução

Guedes aparece com uma camisa da Alfacon durante uma aula e apresenta aos alunos, conforme mostra o vídeo, uma hipótese na qual um jovem virgem encontra uma assistente de palco do antigo programa “Pânico” em uma sala de necropsia. O caso gerou ampla repercussão. Veículos de comunicação divulgaram o vídeo após a repercussão na internet. Veja as imagens, abaixo:

Aí você está lá e vem uma menina do Pânico da TV morta. Meu irmão, com aquele ‘rabão’. E ela infartou de tanto tomar ‘bomba’ na porta do necrotério e tu levou lá para dentro. Duas da manhã, não tem ninguém. Você bota a mão. Quentinha ainda. O que você vai fazer? Vai deixar esfriar? Meu irmão, eu assumo o fumo de responder pelo crime.

trecho da fala de Evandro Bitencourt Guedes, que aparece no vídeo acima.

A empresa pontuou na nota que se “trata de um vídeo antigo”, que seria de 2016.

O vídeo na íntegra deixa claro que se trata apenas de um exemplo fictício e caricato para ilustrar uma situação do direito penal.

trecho da nota da AlfaCon que circula nas redes sociais.

Reportagem da Folha de S. Paulo trouxe um posicionamento de Guedes, feito em uma live nas redes sociais após o vídeo viralizar. Ele afirmou que não defendeu o abuso de mulheres.

Primeiro que, se ela está morta, ela não é mulher, ela é um defunto. Não é mais uma pessoa viva, não tem personalidade jurídica.

trecho extraído da matéria produzida pela Folha de S. Paulo.

Espaço Banda B – Ministério Público (MP/PR) e Polícia Civil do Paraná

A Banda B procurou o MP/PR e a Polícia Civil para saber se o caso será investigado. A polícia pontuou que “a princípio, até o momento a PCPR não foi notificada” sobre o caso. Por outro lado, o MP destacou que já tramita um inquérito civil na Justiça de Cascavel. O vídeo chegou à Promotoria nesta terça-feira (5).

O caderno investigatório tem por objetivo apurar as notícias veiculadas na imprensa nacional e em rede social, notadamente sobre as condutas de professores da instituição, em cujas falas, feitas durante aulas ministradas pela instituição, há manifesta violação de direitos, preconceito, reiterado discurso de ódio e incitação à prática de crimes. A 12ª Promotoria de Justiça designou reunião com os sócios da empresa para janeiro de 2024, para buscar a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta a fim de estabelecer:

i) treinamento periódico e obrigatórios aos professores da empresa;
ii) em razão do dano moral coletivo causado em virtude dos episódios de discriminação e intolerância praticados no âmbito da pessoa jurídica e pessoas naturais investigadas, a destinação de valor para custear e fomentar a realização de campanhas educativas de combate à discriminação e intolerância e/ou projetos sociais com o mesmo foco.

Ministério Público do Paraná (MP/PR).

Espaço Banda B – Alfacon

A AlfaCon se posicionou sobre o caso por meio de uma nota que circula nas redes socais (veja abaixo).

Espaço Banda B – Evandro Bitencourt Guedes

A reportagem tenta localizar o ex-PM para obter um posicionamento. O espaço está aberto.

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