O principal suspeito pela morte de Sueli Silveira, de 64 anos, tentou apagar as ameaças feitas contra a vítima antes de matá-la, segundo informações divulgadas pela família à Banda B, nesta quarta-feira (29). O caso é investigado como feminicídio pela Polícia Civil e aconteceu na noite da última segunda-feira (27), na Rua Francisco Derosso, bairro Alto Boqueirão, em Curitiba.

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Sueli morreu aos 64 anos

De acordo com o advogado Jackson Bahls, que representa a família de Sueli, a idosa foi vítima de assalto na semana passada e teve o celular levado.

“Ela é muito conhecida na região e jamais tinha acontecido algo parecido. Agora, nós sabemos que quem roubou o celular foi um menino que estava morando com o assassino na residência dele. O objetivo seria de apagar as mensagens para que pudesse se afastar do crime”, explicou.

Sueli foi encontrada caída dentro de casa por uma filha. Havia vestígios de sangue e tufos de cabelo próximo ao portão da residência. Segundo Bahls, a vítima pouco pôde fazer.

“Ela vai até o portão e se depara com o assassino. Após a primeira facada, ela tenta correr por um corredor do lado de fora, mas pela questão física, ela acabou sucumbindo. Foram sete facadas fatais”, descreveu.

Ameaças

Conforme vizinhos, no último domingo (26) a idosa foi ameaçada pelo suspeito durante um culto na igreja que frequentava.

Bahls confirma que as ameaças teriam começado há cerca de um ano.

“Desde a separação, ele já dizia: se você não for minha, não será de mais ninguém. Ele encaminhava mensagens no WhatsApp com esse teor, então o fim dela seria a morte. Na semana passada, aliás, chegou a oferecer bens para que o relacionamento fosse retomado”, concluiu.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

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Ex-namorado tentou apagar ameaças feitas contra idosa antes de matá-la a facadas, diz família

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