Policiais civis de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), prenderam na tarde desta segunda-feira (12), o ex-marido de Juliana Malacarne, de 24 anos, encontrado morta horas antes, na Colônia Muricy. Segundo a polícia, Rafael Ventura é o principal suspeito do crime e foi preso em flagrante acusado de homicídio. O delegado Fabio Machado informou que Rafael ficou em silêncio e não confessou o crime. Segundo o delegado, o suspeito teve a ajuda de um amigo para forçar que Juliane entrasse no carro, assim que saiu do trabalho neste domingo (11).

Juliana deixou dois filhos – Reprodução Facebook

“Assim que o corpo foi localizado, levantamos a suspeita de que o ex-marido seria o autor do crime. Localizamos uma testemunha que reconheceu o acusado e o amigo dele como sendo as pessoas que obrigaram a vítima a entrar no carro. No veículo que encontramos, havia cabelos e tecidos que seriam de Juliane, o que será confirmado por um exame de DNA. Estamos fechando o caso com a autuação em flagrante dele por homicídio com pena de até 30 anos de prisão”, afirmou o delegado.

Assim como a família havia informado à Banda B, o delegado confirmou que a relação de Juliane e Rafael era muito conturbada e ele não aceitava o fim do relacionamento. ” Eles estava separados desde agosto e ameaçava a ex-mulher o tempo todo. Tudo indica que ele tenha executado Juliana e desovado o corpo logo depois”, completou.

A polícia faz buscas pelo amigo de Rafael, conhecido como paraíba, que teria o ajudado a colocar Juliane no carro assim que ela saiu do trabalho neste domingo. Juliana trabalhava como auxiliar de cozinha em um restaurante. Segundo a delegado, a advogada deste amigo informou que ele irá se apresentar nesta terça-feira (13).

Juliana foi morta aos 24 anos – reprodução facebook

Revolta

A tia de Juliana, Maria Bruder, disse à Banda B que a família tem certeza de que o ex-marido é o culpado pelo crime. Juliana já havia registrado dez Boletins de Ocorrência contra o ex e também havia mudado de endereço, para perto da casa dos pais, para se sentir mais protegida. Não foi o suficiente.

“Ela já tinha pedido proteção para a polícia com vários Boletins de Ocorrência contra ele. O pai dela ia buscá-la todos os dias no trabalho, mas ontem ele chegou antes e a arrastou. Daí aconteceu essa desgraça”, contou a tia. Juliana era mãe de uma menina, de apenas seis meses, e um menino de quatro anos.

O crime

Juliana foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (12), em São José dos Pinhais. Um caminhoneiro que parou no local, na Colônia Muricy, início da rua José Lipinski, encontrou o corpo e acionou a Polícia Militar (PM). O cabo Célio disse à Banda B que possivelmente ela tenha sido morta no matagal. “É uma moça nova, de boa aparência, tem ferimentos no rosto, provavelmente sofreu agressão com pedras porque têm várias ao lado do corpo. Tudo indica que é alguém conhecido, mas vamos esperar”, disse.

Havia embalagens de presentes ao lado do corpo, junto com a bolsa da jovem. “Tem uma bolsa ao lado do corpo e por isso deu para ver a identificação. Há também uma embalagem de papel de presente, como se o presente tivesse sido levado”, completou o cabo.

No histórico policial, Juliana acumula dez boletins de ocorrência pela Lei Maria da Penha contra o ex-companheiro. O último deles registrado no último dia 30.