Thaline tinha dois filhos com o ex-marido. Foto: Reprodução/Facebook

O ex-marido de Thaline de Souza, 25 anos, se apresentou à Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, e confessou o crime. A jovem foi morta dentro de casa na última quarta-feira (4) e o ex-marido foi visto saindo do apartamento. Eles estavam separados há dez meses e, segundo a família, o ex-marido não aceitava o fim do casamento e já teria agredida a esposa diversas vezes. O advogado dele alegou que Thaline ameaçou matar o filho de 7 anos do casal e, por isso, o ex-marido assassinou a mulher. Gedenilson Antunes de Macedo vai responder o crime, por ora, em liberdade.

Para a Banda B, o advogado do réu confesso, Felipe Silva, alegou que a vítima queria dinheiro da pensão adiantado e que, por isso, o cliente dele sofria ameaças. “Fazia dez meses e o Gedenilson se comprometera a pagar pensão para as crianças, algo em torno de R$ 350 ou R$ 400, mais o aluguel e as compras domésticas para as crianças, esse dinheiro era entregue todo mês, dia 10. Acontece que a Thaline queria que ele pagasse adiantado, mesmo sabendo que ele tinha perdido o emprego recentemente”, contou.

Segundo o advogado de Gedenilson, a mulher morta pelo ex teria dito que mataria um dos filhos caso ele não desse o valor do pensão adiantado. “Ela exigiu que ele fizesse o pagamento adiantado, estava transtornada, estava com uma faca na mão e dizia que, caso ele não fizesse o pagamento, quem sofreria seriam as crianças. Ele foi firme dizendo que faria dia 10, apenas, e foi pegar as crianças para sair. Nisso, a Thaline surtou, teve um rompante e partiu para cima do filho de 7 anos. Como um bom pai, ele tratou de defender o filho, entraram em luta corporal e, infelizmente, aconteceu essa barbárie. O Gedenilson está sendo crucificado nos quatro cantos do mundo por ter salvo a vida do filho. Era a Thaline que estava usando as crianças para ter dinheiro”, defendeu Felipe Silva.

Depois do crime, o homem levou as duas crianças para a casa da mãe e fugiu. Depois da descoberta do crime, os filhos foram levados aos avós maternos, pais de Thaline. O homem que matou a mulher por estrangulamento deve responder em liberdade, por ser réu primário e ter residência fixa.

Simulação

O corpo dela foi encontrado pelos vizinhos, logo após Gedenilson sair da casa. Os pais encontraram a jovem caída no chão da sala com os pulsos cortados e uma corda no pescoço. A cena era uma simulação de suicídio. No Instituto Médico Legal (IML) exames complementares indicaram que Thaline tinha morrido por asfixia mecânica. A Polícia Civil não fez apreensão de possível faca utilizada no local. Sobre a simulação, o advogado disse ser boatos e que a cena não aconteceu.

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