Especializado na defesa de policiais militares, o advogado Eduardo Mileo falou, nesta sexta-feira (5), sobre o processo que apura a morte de Leandro Pires Cordeiro, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O caso ficou famoso em maio de 2019, após uma câmera da BR-277 flagrar, supostamente, um policial ‘plantando’ uma arma no corpo de Leandro.

Para Mileo, que concedeu entrevista ao Tribunal da Notícia, a acusação não faz sentido, uma vez que o policial estava legalmente amparado.
“O que aconteceu ali? Os motociclistas fazendo ‘grau’, manobras com moto, confusão, foi a Guarda Municipal ali, bateram boca…confusão. Eles fugiram e a polícia começa a perseguir, voltas e voltas. Na polícia, é tudo muito público e nada é as escondidas. Polícia se aproxima do viaduto depois da Academia do Guatupê, quando passa o Contorno, a moto freia e a viatura tem mais dificuldade para parar. Ele entra para fugir, com tudo, para seguir no sentido Curitiba. Era um domingo de Páscoa, a rodovia estava lotada de carro, todo mundo voltando. Ele entra com tudo na pista e o que poderia ter acontecido? Ele poderia ter entrado num carro e matado uma família inteira. O que diz a lei? Que o policial militar não pode atirar em fuga, salvo quando a pessoa coloca em risco a vida de terceiro. Ali há um disparo e digo, ele dispara pouco. Deveria ter atirado mais para evitar que ele não entrasse no meio da pista, porque poderia ter matado pessoas que não escolheram estar ali”, disse.
Segundo Mileo, policial atirou para fazer com que a moto parasse e voltou, posteriormente, para encontrar a arma apontada para ele.
Tribunal da Notícia
Para saber mais sobre a psicologia de casos de repercussão Paraná, assista na íntegra ao programa. O Tribunal da Notícia vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 14 horas, na Banda B AM 550 e FM 79.3, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Banda B e o Facebook Portal Banda B.
Confira a entrevista completa: