O advogado Igor José Ogar, que representa a família da fiscal de loja Sandra Ribeiro, disse em entrevista à Banda B nesta terça-feira (5) que espera que o cliente Danir Garbossa responda pela morte em júri popular. Para o advogado, Garbossa assumiu o risco de matar outras pessoas ao agredir o vigilante com a arma exposta para cumprimento de sua atividade.

Danir Garbossa é o cliente que se recusou a usar a máscara. Sandra trabalhava no local e morreu baleada com um tiro do segurança – Reprodução

“Ele está respondendo por homicídio culposo hoje, mas esperamos que isso mude e ele passe a responder por homicídio doloso, com dolo eventual, já que assumiu um risco de produzir o resultado de morte de outras pessoas. Esperamos encontra-lo no júri para que tenha uma condenação digna pelo que cometeu”, disse Ogar.

Nesta terça-feira (5), o desembargador Clayton Camargo, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), negou o pedido de habeas corpus de Garbossa. Com a decisão, o empresário segue preso na Delegacia de Araucária, na região metropolitana de Curitiba.

Para Ogar, a decisão foi acertada. “A Sandra foi a vítima de um ato covarde e mesquinho dessa pessoa perigosa, que é o Danir Garbossa. Temos agora a decisão acertada que mantém a prisão preventiva e mostra que a atitude dele é reprovável e que ele não preenche requisitos para conviver em sociedade, como muito bem podemos ver nas imagens de câmeras de segurança do mercado”, concluiu.

A confusão que matou Sandra aconteceu na última terça-feira (28). Danir Garbossa teria se recusado a colocar máscara para entrar no estabelecimento, como determina decreto da Prefeitura de Araucária para controle da pandemia de coronavírus. Câmeras de segurança mostram o momento em que Garbossa agride o vigilante Wilham Soares, que reage com dois disparos de arma de fogo. Um dos disparos atinge Sandra.

Defesa

O advogado Ygor Nasser Salmen, que defende Garbossa, informou que vai se pronunciar sobre a decisão apenas nos autos do processo. Em contato anterior com a Banda B, porém, Salmen disse ser “um exagero” o entendimento de legítima defesa para Wilham e que seu cliente vai responder pelo que efetivamente praticou.

“O eventual disparo de arma de fogo e o homicídio não foi ele quem causou e as verdadeiras pessoas precisam ser responsabilizadas. É um exagero falar que o que aconteceu foi legítima defesa, uma vez que o que há nesse caso é um despreparo gritante de alguém que não sabe portar uma arma de fogo”, afirmou Salmen.

A Delegacia de Araucária segue investigando o caso.