Corregedoria Geral da Polícia Civil. Foto: AN/Banda B

 

O escrivão preso por vazar informações sigilosas da Polícia Civil a golpistas do Litoral do Paraná já respondia a dois procedimentos disciplinares. A Corregedoria Geral informou que ambas situações não têm relação a corrupção. “É um servidor com dez anos de carreira, responde a dois procedimentos disciplinares, que ainda serão julgados, mas não envolvem corrupção. Esse é o primeiro”, disse o delegado Marcelo Lemos de Oliveira à Banda B, na manhã desta segunda-feira (25).

Lotado em uma delegacia da região metropolitana de Curitiba, o policial estava designado para a Operação Verão, desde o fim do ano passado. “A investigação estava acontecendo desde dezembro, envolvia golpistas e falsos alugueis no Litoral. Infelizmente, durante os trabalhos foi detectado o envolvimento desse escrivão, policial civil, que estava ali de forma direta, colaborando com os golpistas, passando informações que são de uso privativo da Polícia Civil”, contou o delegado.

Segundo o delegado, o policial conheceu o filho da golpista e iniciou o repasse de algumas informações. “Eles se aproximaram e a equipe identificou que ele consultava nomes, informações, outros detalhes que não posso passar no momento, mas é basicamente isso”, detalhou.

O escrivão poderá responder por corrupção passiva, violação de sigilo e ainda associação ao crime, caso seja provado que tenha envolvimento direto com os golpes. “O recebimento de vantagens está sendo investigado, para saber qual tipo de vantagem ele teve para repassar essas informações. Ninguém faz isso a troco de nada, vamos deixar bem claro isso”,

A prisão preventiva foi decretada pela Comarca de Guaratuba e ele deve permanecer preso no mesmo local.