Enfermeiro com 23 anos de profissão é indiciado por negligência em morte na UPA do Fazendinha


Por Felipe Ribeiro e Djalma Malaquias

Um enfermeiro com 23 anos de profissão foi indiciado por negligência na morte da paciente Maria da Luz das Chagas dos Santos, de 37 anos, que faleceu após esperar quatro horas por atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Fazendinha, em Curitiba. De acordo com o delegado Francisco Caricati, o enfermeiro não tinha a intenção que ela morresse, mas deixou de tomar os cuidados necessários para que isso fosse evitado.

Foto: Reprodução

“Ele sabia que a vítima estava com a pressão elevada e apresentava sintomas de problemas cardíacos. Na função, ele deveria tê-la tranquilizado para que ela aguardasse o atendimento na UPA”, explicou Caricati.

Ainda segundo o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o enfermeiro é o único indiciado, uma vez que as investigações apontam que ele foi a única pessoa que teve contato co Maria antes da fatalidade. “Concluímos o inquérito e, em um primeiro momento, é o único apontado. Se condenado, pode pegar de um a três anos de prisão por homicídio culposo, que é quando não há intenção de matar”, concluiu o delegado.

Ernandes Felisberto da Silva esteve na DHPP nesta segunda e aguarda o processo judicial.

Caso

Com dores no peito, Maria da Luz morreu ao buscar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Fazendinha, em Curitiba, na noite do dia 23 de junho. Ela chegou na Unidade com dores fortes no peito e na nuca e, já teria ido pela segunda vez na UPA em menos de uma semana. Ela e o marido tinham levantado para ir até uma farmácia comprar remédio a ela, já a espera estava longa, na volta, Maria faleceu na porta da UPA.

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