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Após o arrombamento de um bar da Avenida Vicente Machado, no Centro, empresários do setor relatam que Curitiba tem vivido uma onda de ataques e furtos por parte de criminosos, em vários polos da cidade. De acordo com o Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares (Sindiabrabar), o crime ocorrido na madrugada de segunda-feira (8) apenas evidenciou uma realidade que as empresas noturnas têm convivido nos últimos meses.

Entre os crimes recentes contra os bares, o Sindiabrabar cita a Rua Mateus Leme. Lá, um bar foi arrombado quatro vezes em apenas 18 meses de funcionamento, enquanto outro teve o furto de botijões de gás e de um engradado de cerveja. No bairro Água Verde, dois televisores foram levados de um estabelecimento na noite desta segunda-feira (8), enquanto refletores de uma pizzaria foram levados em outra ocasião. Na Praça da Espanha, dois bares tiveram equipamentos eletrônicos levados. Já no Rebouças, um carro foi furtado de uma famosa rede de fast food da Avenida Silva Jardim.

O presidente do Sindiabrabar, Fábio Aguayo, cobrou soluções mais efetivas para o combate de crimes como os de arrombamentos. “A gente só chora sobre o leite derramado, mas temos que trabalhar com a prevenção. Nós temos que aplicar melhor a gestão de pessoal e equipamentos, definir o que é prioridade e trabalhar com o que efetivamente vai mexer com a população”, disse em entrevista ao radialista Geovane Barreiro.

Na sua crítica, Aguayo lembrou que seis viaturas foram deslocadas para a Avenida Manoel Ribas na última semana para a detenção de um empresário por suposta perturbação de sossego.

Segundo funcionários do bar da Vicente Machado, a ação foi a quarta contra o estabelecimento nos últimos meses. “Ele arrombou a porta da frente e mexeu em tudo. Levou as bebidas mais caras, de colecionadores, avaliadas em R$ 1 mil e também a televisão”, lamentou.

Mesmas pessoas

Segundo o presidente do Sindiabrabar, um dos fatos que mais preocupa os empresários é ver que são as mesmas pessoas que sempre são flagradas por câmeras de segurança. “São ações planejadas, já que eles analisam o comportamento e a movimentação do ambiente. Em um dos relatos, o rapaz sabia até da troca de turno para saber quando atacar. Estamos propondo o reconhecimento facial, como já temos em algumas cidades, para que justamente possamos ter um alerta de quem faz isso de forma contumaz”, concluiu.

No último dia 20 de março, a Câmara Municipal de Curitiba a favor da Política Municipal de Videomonitoramento. Elaborada pela prefeitura, a proposta estabelece a base jurídica para a criação da Muralha Digital – sistema de câmeras em pontos-chave da cidade, ligadas a programas de reconhecimento facial e de veículos, cujos dados seriam usados pelas forças de segurança pública. A Política de Videomonitoramento prevê a gestão unificada das imagens dos espaços públicos captadas por câmeras de segurança, divididas entre aquelas operadas pelo Poder Público e as instaladas pelos cidadãos, de forma privada, para vigilância dos condomínios e comércio.