O homicídio do empresário Reinaldo Thiago Medeiros Teixeira, de 33 anos, no último dia 5, em Colombo, na Região Metropolitana (RMC), teve como motivação uma dívida imobiliária contraída pela vítima. A informação foi divulgada pelo delegado Herculano de Abreu, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), no final da manhã desta quinta-feira, em entrevista coletiva na Delegacia de Polícia Civil de Colombo.

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Três pessoas serão indiciadas pelo crime de homicídio qualificado, de acordo com Abreu: o autor do crime, a namorada dele, que deu fuga e guardou a arma usada para matar o empresário, e a esposa do autor, que é a proprietária do revólver. A arma de fogo foi apreendida.
Durante as investigações, a polícia verificou que a vítima, o autor, a namorada do autor e uma terceira pessoa, estiveram em dois bares antes do crime.
“Deste segundo bar, saiu a vítima no carro dela e o autor de carona com a vítima, porque estavam todos bebendo juntos, e a namorada do autor, com outro carro. E foram até o local do crime”,
relata o delegado.
Quando passaram pelo local do crime, na Rua Rafael Francisco Greca, esquina com a Rua João Strapasson Sobrinho ao lado da Igreja Santa Gema, o autor que a vítima parasse o carro, para que pudesse fazer as necessidades fisiológicas, conta o delegado.
“Ele desceu do carro e, nesse período, executou a vítima. A namorada do autor, que estava logo atrás, deu fuga ao autor e ele pediu para ela esconder a arma. Quando a localizamos, de pronto ela falou onde havia guardado a arma. Essa arma está no nome da esposa do autor do homicídio”, explica Abreu.
Motivação
O autor foi interrogado pelo delegado e confirmou ao delegado que a motivação do crime tem relação com a transação de um imóvel, que estaria avaliado em cerca de R$ 800 mil. Segundo Abreu, a vítima teria comprado um imóvel e dado uma quantia grande em carros para amortizar a dívida. O restante estava sendo pago em parcelas.
O autor, conforme o delegado, teria então pedido foi na casa da vitima pedir que as parcelas devidas fossem adiantadas em troca de um desconto. Ambos teriam então discutido. “Foi uma venda, mas na confiança, no fio do bigode. É tudo anotado no caderno, na mão, mas não tem contrato de compra e venda”, afirma o delegado.
O autor do homicídio tem passagem anterior pela polícia de Santa Catarina, por tráfico de drogas.