Peterson tem pelo menos doze denúncias de mulheres na delegacia (Foto: Reprodução)

Doze mulheres já denunciaram o policial militar Peterson Mota Cordeiro, de 30 anos, investigado por estupros contra mulheres em Curitiba. Ele também é apontado como o autor da morte da jovem Renata Larissa dos Santos, de 22 anos, que antes de ser executada foi abusada sexualmente pelo policial, de acordo com as investigações da Delegacia da Mulher.

A expectativa é que outras vítimas do policial compareçam à delegacia, uma vez que o suspeito tinha uma forma peculiar de agir, se passando por ‘bom moço’ em conversas nas redes sociais, para praticar o estupro quando a vítima se recusava a manter relações sexuais com ele.

Pessoa violenta

Com base nas investigações, Peterson era uma pessoa muito violenta. Um dos boletins de ocorrência descreve que ele praticava o abuso e pedia para a vítima dizer, a todo o momento, que ‘estava sendo estuprada’. Para amedrontar ainda mais essa mulher, ele a ameaçava de morte, bem como seus familiares.

(Foto: Reprodução Facebook)

“O Peterson é uma pessoa muito fria. Ele admite que relações ocorreram, mas afirma que foram de forma consentida em uma relação de dominação. Na cabeça dele, isso não configura estupro. Ele ganhava a confiança das vítimas após conhecê-las nas redes, mas não sabemos se a violência sexual acontecia no primeiro encontro” – disse a delegadfa Eliete Kovalhuk, que investiga os casos.

Contraindicado para a PM

O policial militar Peterson da Mota Cordeiro foi considerado “contraindicado” para ingresso na corporação. A informação consta no edital de convocação, publicado junto ao Suplemento de Concursos Públicos, material anexo ao Diário Oficial do Paraná de 12 de janeiro de 2016.

De acordo com fontes ligadas à Banda B, Peterson foi reprovado na pesquisa social e documental, que é a segunda etapa do concurso. Antes, ele foi aprovado na prova de conhecimentos gerais.

Segundo o edital do concurso, a pesquisa social e documental consiste na “comprovação da idoneidade moral e conduta irrepreensível do candidato e compreende: preenchimento do Formulário de Dados Biográficos pelo candidato; diligências de ambiência doméstica e social; entrevistas e pedidos de informação”.

Boletins antes de ser aprovado

A reportagem da Banda B teve acesso a dois boletins de ocorrência realizados contra Peterson antes do concurso. Um, datado do ano de 2013, uma ex-namorada descreve que Peterson publicou no Facebook imagens do ato sexual deles. Ela ainda diz que não tinha conhecimento da existência deste material. O outro boletim, do ano de 2014, descreve que o policial militar teria um comportamento “possessivo e maníaco”. Neste, outra ex-namorada buscava justamente algum tipo de proteção.

Polícia Militar

A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar, que informou que está colaborando com todas as informações necessárias à polícia judiciária para esclarecimento do caso, prezando pela ampla defesa e contraditório. A corporação informou ainda que não compactua com desvios de conduta de nenhum de seus integrantes.