O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou nesta sexta-feira (27) de desinformação e irresponsável a campanha do governo Jair Bolsonaro (sem partido) incentivando a população a não parar durante a crise do coronavírus.

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“Mais de 50 países estão em quarentena. O mundo inteiro está errado e o único certo é o presidente Jair Bolsonaro?”, disse Doria, em evento de hospital de campanha no Pacaembu.

Durante o evento, um pequeno grupo xingava Doria e protestava pela abertura do comércio.

O tucano afirmou que os R$ 4,8 milhões gastos na campanha deveriam ser gastos no combate ao coronavírus, como comprando insumos médicos. “O Brasil pode parar para lamentar a irresponsabilidade de alguns”, disse Doria.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou ainda que não quer ser responsabilizado por homicídios, respondendo uma provocação de Bolsonaro, que afirmou que prefeitos podem ser responsabilizados pelo fechamento do comércio.

Doria afirmou que repassaria R$ 50 milhões para a prefeitura custear os hospitais de campanha.

A coletiva foi dada no estádio do Pacaembu, que foi preparado para virar um hospital de campanha, com 200 leitos, voltados a atender pacientes com coronavírus.

O local será administrado pelo Hospital Albert Einstein. Além deste hospital, haverá outro com mais 1.800 vagas no complexo do Anhembi.

Doria falou também sobre as ameaças que sofreu. “Não tenho medo de bolsominion, não tenho medo de zero dois, zero três, de Bolsonaro”, disse.

Durante a vistoria de Covas e Doria no local, houve grande aglomeração de jornalistas em área fechada, gerando apreensão entre os profissionais.

Apesar das medidas restritivas no estado, Doria tem feito coletivas diárias, com presença de jornalistas. Há a opção, porém, de opção de fazer perguntas online.