O dono de uma barbearia, identificado como Lucas de Paula Leal de França, de 39 anos, foi executado com mais de 15 tiros na tarde deste último domingo (7), no bairro Cachoeira, em Curitiba. A vítima caminhava com a namorada quando foi abordada por dois homens em uma motocicleta.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o crime aconteceu na Rua Maria Moreira Frota. Os atiradores se aproximaram da vítima, gritaram “perdeu” e, em seguida, efetuaram diversos disparos. Lucas morreu no local, antes da chegada do socorro.
Segundo a PM, a mulher que acompanhava a vítima não foi atingida. A companheira relatou aos policiais que, inicialmente, acreditou se tratar de um assalto, mas não conseguiu identificar os autores do crime.
“Quando a equipe chegou ao local, já foi constatada uma pessoa em óbito. A informação que recebemos é de que esse homem estava caminhando com a namorada quando dois motociclistas se aproximaram e efetuaram vários disparos”
afirmou a tenente Famelli à Banda B.
Documentos obtidos pela Ric RECORD mostram que Lucas possuía condenações por furto e tráfico de drogas e cumpria pena em regime semiaberto. O histórico policial também inclui registros por lesão corporal, ameaça e posse de drogas.
Ainda conforme os documentos, Lucas estava em liberdade condicional e precisava prestar contas periodicamente à Justiça.
Nas redes sociais, Lucas se apresentava como um homem dedicado à família, trabalhador e religioso.
Dono de barbearia executado estava prestes a abrir novo estabelecimento
A barbearia da vítima ficava a cerca de 50 metros do local onde a execução aconteceu. Lucas havia alugado recentemente o espaço e estava pintando o muro para inaugurar o estabelecimento.
Uma moradora da região contou que o homem demonstrava vontade de recomeçar a vida.
“Ele falou para mim que ia mudar de vida. Pagou o aluguel direitinho e começou a pintar. Sempre com a Bíblia do lado dele e dizendo ‘se Deus quiser agora eu vou endireitar’. Daí aconteceu essa tragédia”
relatou.
Os investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) buscam identificar se o histórico criminal do dono da barbearia executado tem ligação com a ação no bairro Cachoeira.
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