Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

posto-lava-car-030114-bandabLava-car, alvo de acusações, trabalhou normalmente. Foto: BH/Banda B

A proprietária do lava-car onde o bilhete premiado da Mega da Virada teria sido furtado, conforme Boletim de Ocorrência registrado pelo suposto ganhador Aníbal Fayes Marrauri, nega ter levado qualquer objeto do carro da família. Nilza Alves Correia conversou com a Banda B na manhã desta sexta-feira (3) e contou que lembra ter limpado um dos veículos da família.

dona-lavacar-030114-bandab“Nunca roubei nada de ninguém”, disse a proprietária do lava-car. Foto: BH/Banda B

“Eles moram aqui perto. Lembro que uma pessoa veio trazer o carro aqui. Trabalhamos em família. Somos em quatro: meu marido, meus filhos e eu, não tenho funcionário. Não pegamos nada de ninguém, nem uma bala”, afirma. O lava-car está funcionamento normalmente.

De acordo com o B.O feito por Aníbal, ele viajou no dia 24 de dezembro e deixou o carro com a irmã, que o levou para lavar. Quando retornou, teria percebido que o bilhete havia desaparecido. O suposto vencedor registrou o B.O. no 8º Distrito Policial. O prêmio de R$ 56.169.465,02 do bilhete sorteado em Curitiba foi retirado na manhã de ontem, por volta das 10 horas.

Nilza contou à Banda B que levou um susto ao saber que estava sendo alvo de acusações. “Queria saber porque ele está fazendo isso. Vou procurar uma delegacia. Estou aqui há cinco anos e todos sabem que somos sérios. Estão me expondo de uma maneira absurda”, reclama a proprietária do lava-car.

bo-megaB.O realizado pelo apostador.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal informou que o único documento que habilita o recebimento do prêmio é o recibo original da aposta, emitido pelas casas lotéricas. Entretanto, em casos de roubos ou furtos, a recomendação é de que o apostador procure uma delegacia.

Suspeita

Já o dono da lotérica em Curitiba onde o vencedor da Mega da Virada fez a aposta afirmou que o suposto furto do bilhete premiado não passou de uma “malandragem”. Segundo Severo Marques, o homem que apresentou o Boletim de Ocorrência (B.O.) não seria o real vencedor dos R$ 56 milhões sorteados. Ele afirmou que o “verdadeiro” milionário já teria retirado o prêmio em uma agência da Caixa Econômica Federal.

Marques contou à Banda B que Aníbal Fayes Marrauri, que fez o B.O., apareceu duas vezes na Cabral Lotérico, no centro da cidade, nesta quinta-feira (02). “Por volta das 8h, ele chegou antes mesmo das funcionárias e as ajudou a abrir a porta de aço. Bastante nervoso, ele perguntou se o bilhete premiado era daqui. Perto das 11h, ele voltou com o Boletim”, contou o dono à reportagem.