Uma distribuidora de bebidas localizada no bairro Xaxim, em Curitiba, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná nesta quarta-feira (13), após denúncias de indícios de bebidas alcóolicas adulteradas. O proprietário do estabelecimento foi preso em flagrante.

Montagem de duas fotos mostrando uma operação da Polícia Civil em uma distribuidora de bebidas no bairro Xaxim, Curitiba. À esquerda, pilhas altas de engradados de cerveja e fardos de latas em um galpão. À direita, agentes da polícia e fiscais conversam em frente a uma pilha de paletes de madeira, ao lado de uma viatura preta.
Polícia Civil e Ministério da Agricultura apreenderam milhares de garrafas com indícios de falsificação em distribuidora às margens da Linha Verde. Foto: Reprodução/ Ric RECORD.

A ação foi conduzida por policiais do 7º Distrito Policial, com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária e outros órgãos de fiscalização. Segundo as investigações iniciais, o local funcionaria como um esquema de distribuição de bebidas com indícios de irregularidades, incluindo cervejas adulteradas e vinhos sem rótulo.As informações são da Ric RECORD.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, mais de 8,4 mil garrafas de vinho foram apreendidas, além de uma grande quantidade de cervejas suspeitas de falsificação. Os produtos passarão por perícia.

Polícia investiga possível esquema de bebidas adulteradas em Curitiba

Conforme apurado pela investigação, a localização da distribuidora, às margens da Linha Verde, facilitava a rápida distribuição das mercadorias para pequenos comércios e eventos na capital e região metropolitana.

O proprietário poderá responder por crimes como falsificação de produtos alimentícios, receptação qualificada e crimes contra as relações de consumo.

O delegado responsável pelo caso deve instaurar inquérito policial para aprofundar as investigações e identificar a origem das bebidas.

Advogado nega fábrica clandestina

Em entrevista à repórter Bruna Froehner, o advogado da empresa afirmou que o local não funcionava como fábrica clandestina e que os produtos eram adquiridos de fornecedores.

“A primeira coisa que a gente tem que deixar bem claro é que não é uma fábrica clandestina. Aqui é uma distribuidora”

afirmou o advogado.

Segundo ele, a empresa possui notas fiscais das mercadorias e irá apresentar toda a documentação às autoridades policiais.

Ministério alerta consumidores

Representantes do Ministério da Agricultura relataram que algumas bebidas estavam sem rótulo e outras apresentavam indícios de adulteração. O órgão reforçou a orientação para que consumidores verifiquem sempre a procedência dos produtos antes da compra.

O caso chama atenção após episódios recentes envolvendo bebidas adulteradas no país, principalmente após casos relacionados à contaminação por metanol.

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