O diretor da Prefeitura de Curitiba Augusto Meyer Neto, de 61 anos, morto no bairro Santa Cândida na noite deste domingo (29), pode ter sido vítima de uma emboscada. Segundo informações apuradas pela reportagem, a polícia trabalha com também com a hipótese de homicídio e não latrocínio (roubo seguido de morte), tanto que o caso, que iria para a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, já foi encaminhado para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outra informação apurada pela Banda B é que, no último dia 12 de abril, Meyer Neto registrou um boletim de ocorrência de ameaça contra um familiar, porém, a polícia não confirma, até o momento, se há alguma relação com o suposto assalto.
Sobre o boletim de ocorrência, a delegada Camila Cecconello, da DHPP, disse à Banda B que o boletim pode ter relação com o crime, mas ainda as informações são preliminares.
“Esse boletim de ameaça pode ou não ter relação com os fatos. Podem ser fatos separados. Tudo isso precisa ser averiguado. Vamos ouvir várias testemunhas, pessoas da família. Precisamos estar certo se foi um latrocínio ou uma vingança”, relatou à Banda B.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o diretor do Departamento de Pontes e Drenagem, da Secretaria Municipal de Obras Públicas, foi morto.
“Em um primeiro momento, foram analisadas algumas imagens. Aparece a vítima e essas pessoas vão ao encontro do diretor. Ele estava com outras pessoas no veículo. os outros ocupantes parecem que foram abordados. Em um primeiro momento, no local, a informação era de uma tentativa de assalto”, contou Cecconello.
No vídeo registrado por câmeras de segurança, é possível ver o momento em que um Volkswagen Gol atravessa na frente do carro do diretor e o faz parar. Ele tenta acertar o assaltante, talvez com um soco, que revida. Meyer Neto acaba morto e os assassinos fogem. Uma faca estava com a vítima no momento do crime e está sendo periciada pela DHPP.
Meyer Neto chegava em casa quando foi abordado por bandidos. O engenheiro acabou atingido por dois tiros. Alertados por vizinhos, policiais militares foram os primeiros a chegar e tentaram um procedimento de reanimação. Tamanha a gravidade do quadro, médicos do Siate fizeram, na sequência, uma cirurgia de peito aberto dentro da ambulância, mas a vítima não resistiu.
Veja o momento do assalto: