Diarista acusada de matar fazendeiro é condenada a 20 anos de prisão

Crime teria sido encomendado pelo genro da vítima em briga por herança

TN online

Reprodução RPC

Um crime de grande repercussão ocorrido no ano passado em Maringá, no Norte-Central do estado, teve parte de seu desfecho nesta segunda-feira, 29 de agosto: uma mulher que trabalhava de diarista na casa do agropecuarista Garcia Pereira Marques, acusada de matá-lo com seis tiros, foi condenada a 20 anos de prisão em júri popular.

A ré recebeu pena de 20 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado e por ser contra vítima idosa. De acordo com a denúncia apresentada pelo MPPR, a vítima e seu irmão tinham uma relação conturbada, principalmente por questões relacionadas a bens e dinheiro envolvendo uma herança deixada pelo falecido pai.

Em novembro de 2015, a convivência entre os dois teria piorado porque o agropecuarista, segundo a denúncia, descobriu que o irmão havia movimentado uma quantia superior a R$ 1 milhão das contas dos genitores, e ameaçou denunciá-lo à Receita Federal caso ele não devolvesse o dinheiro.

Para se livrar da pressão, o irmão teria encomendado ao genro da vítima a sua morte, mediante o pagamento de R$ 1 milhão proveniente da venda de uma propriedade que pertencia à família. O genro chamou, então, duas mulheres para executar o crime: a diarista da casa (que tinha curso de segurança) e uma amiga dela, prometendo-lhes uma recompensa de R$ 20 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente.

O genro ainda teria interesse no crime porque, conforme a denúncia, era casado com a única filha da vítima e herdaria todos seus bens. O combinado entre os envolvidos era chamar o agropecuarista para sair e simular um assalto.

No dia 30 de abril de 2016, de forma dissimulada, o genro convidou a vítima para ir até uma farmácia e também comprar um lanche, indo de carro até um local previamente combinado, onde a diarista e sua amiga esperavam em outro veículo.

Elas seguiram o primeiro carro até um local afastado, na zona rural da cidade, e a diarista disparou seis tiros contra o agropecuarista, que morreu na hora.Todos os acusados de envolvimento na morte do fazendeiro estão presos. A amiga da diarista tem julgamento marcado para o dia 13 de setembro. O caso dos outros dois réus (irmão da vítima e genro) ainda não foi julgado porque ambos recorreram à instância superior.

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