Uma operação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR) resultou na apreensão de 1,4 tonelada de cocaína e na prisão de dez pessoas, na manhã desta terça-feira (11). A ação faz parte de um amplo combate ao tráfico de drogas no Paraná.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, oito de prisão preventiva e nove de quebra de sigilo telefônico. Entre os crimes investigados estão tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

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Foto: Anderson Martins/SESP

As diligências ocorreram simultaneamente em Curitiba; São José dos Pinhais, na Região Metropolitana; Paranaguá, Pontal do Paraná e Guaraqueçaba, no Litoral; e em Irati, no Sudeste. A operação contou com o apoio de cães de faro da PCPR e da PMPR, que auxiliaram nas buscas, e do serviço de inteligência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

Durante as ações, dois homens foram presos em flagrante por tráfico. Um deles foi capturado em Irati, e o outro em Paranaguá, onde os policiais encontraram 1.465 quilos de cocaína em uma casa ligada a um dos alvos da investigação.

Segundo a Polícia Civil, a droga havia chegado ao local no dia anterior e seria enviada à Europa, presa ao casco de um navio com destino à Albânia. No imóvel, também foram apreendidos equipamentos náuticos, como boias e sinalizadores, que seriam utilizados para o embarque da carga.

Desdobramentos

As investigações tiveram início em maio de 2024, em Piraquara, e identificaram um esquema de distribuição de drogas e venda de armamentos com atuação em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado.

“O líder do esquema montou uma empresa para lavar o dinheiro do tráfico e da venda de armas. Enquanto ele estava preso, quem gerenciava os negócios era o seu núcleo familiar, que incluía filho, esposa e até sua mãe”

afirmou o delegado da Polícia Civil, Thiago Andrade.

De acordo com as investigações, o grupo mantinha um galpão para armazenar entorpecentes, usava veículos próprios para transporte e realizava as negociações por meio de aplicativos de mensagens, em uma estrutura que envolvia informantes e compradores ligados a uma organização criminosa de atuação nacional.

“Esta operação integrada foi resultado de trabalhos conjuntos para a identificação de pessoas envolvidas no esquema e o rastreamento dos locais utilizados pelos criminosos. Equipes especializadas atuaram nessas diligências, possibilitando esse resultado positivo que representa um duro golpe no crime organizado”

destacou o comandante do BOPE da PMPR, tenente-coronel Hoinatski.

As investigações continuam a fim de esclarecer a origem do entorpecente, bem como o seu real proprietário. Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.