O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime cumpriu, na manhã desta sexta-feira (4) mandados de busca e apreensão em três endereços ligados a um médico dermatologista, de 35 anos, acusado de violentar sexualmente um adolescente de 16 durante uma consulta em Curitiba. Em depoimento, o profissional negou ter abusado da vítima.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o crime contra a vítima ocorreu no dia 5 de agosto deste ano em meio a uma consulta médica de rotina. A mãe, conforme relatou a delegada Ellen Victer, do Nucria, registrou o Boletim de Ocorrência no dia 11 de agosto.

Foto: PCPR

“Escutamos a vítima e, a partir daí, angariamos elementos e conseguimos os mandados de busca e apreensão contra o médico”, afirmou Victer. Os mandados foram realizados em três endereços: dois comerciais e um residencial; todos ligados ao acusado. Nos locais, foram apreendidos equipamentos eletrônicos.

Crime

Conforme a delegada explicou à Banda B, o crime de violação sexual mediante fraude, pelo qual o profissional é acusado, geralmente ocorre quando a vítima não tem ciência de que tais procedimentos ultrapassam certos limites: “O profissionalismo deixa de ser exercido, e neste caso houve o abuso sexual. O adolescente foi ludibriado e enganado”, destacou Ellen.

Ainda de acordo com a autoridade policial, o dermatologista teria feito a manipulação do órgão sexual e houve a prática do sexo oral no consultório.

Na delegacia, o médico negou as acusações. “Ele relatou como o procedimento é feito, mas negou todo tipo de abuso sexual que possa ter acontecido contra a vítima”, disse a delegada.

A Polícia Civil aguarda novos depoimentos e o laudo da perícia feita no material apreendido na casa e no consultório do médico dermatologista.