(Foto: Reprodução Facebook)

O depoimento do empresário Edison Brittes Júnior, o ‘Juninho Riqueza’, já dura mais de 7 horas na Delegacia de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O homem que confessou ter matado o jogador Daniel Corrêia Freitas, de 24 anos, foi ouvido inicialmente das 10h às 12h30 pelo delegado Amadeu Trevisan, de São José dos Pinhais, que é o responsável pela investigação do caso. A segunda parte do depoimento começou por volta das 14h30.

Na saída da delegacia, o advogado Cláudio Dalledone, que defende o empresario, apenas afirmou que o depoimento ainda está no começo. “Agora faremos uma pausa e é possível que os trabalhos só terminem no início da noite. Tem muitos pontos a serem esclarecidos”, afirmou à Banda B.

Juninho Riqueza deverá esclarecer alguns pontos ainda controversos, sendo eles:

-Por que Daniel foi morto?

A família Brittes e os três jovens que ajudaram na agressão ao jogador afirmam que ele teria tentado estuprar Cristiana Brittes, de 35 anos, esposa de Juninho. Entretanto, outras testemunhas que estiveram na casa dizem que a porta do quarto não foi arrombada e que Cris não gritou por socorro. O delegado Amadadeu Trevisan disse ontem que a tentativa de estupro é descartada pela polícia e que provavelmente Daniel foi morto ao ser flagrado por Juninho tirando fotos da esposa.

-Qual a participação dos envolvidos?

Dos três jovens que teriam participado das agressões a Daniel; Ygor, Deivid e Eduardo, os dois primeiros afirmam ter embarcado no Veloster, mas apenas isso, sem confirmar a ida a plantação de pinus onde o corpo do jogador foi deixado. Apesar disso, o delegado já adiantou que eles, além de Cris e Allana Brittes, de 18 anos, filha do casal Brittes, deverão responder por homicídio qualificado. A família Brittes permanece presa e apenas a Justiça poderá pedir um relaxamento, já que o delegado confirmou que não fará isso.

-Houve coação de testemunhas?

Outro ponto que Juninho precisará esclarecer é se houve ou não coação de testemunhas, uma vez que pelo menos uma das pessoas que estava na casa afirma ter sido chamada para um encontro em um shopping em São José dos Pinhais. Ainda, outras pessoas que estavam no after dizem que sofreram com ameaças por parte da família. Um segundo ponto será esclarecer os motivos de mentir para amigos e familiares do jogador.

Para a conclusão do inquérito, a polícia precisa esclarecer se Daniel ainda estava vivo quando teve o órgão genital decepado. De acordo com o depoimento de Allana, o jogador estava vivo quando foi colocado no porta-malas do carro da família. Depois de finalizado, o documento será encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que ficará responsável por oferecer a denúncia.