A Justiça negou o pedido de prisão preventiva de um dentista investigado por tentativa de feminicídio em um caso ocorrido em novembro de 2025, em Curitiba. O caso segue em apuração pelas autoridades.

A vítima, a empresária mantinha um relacionamento marcado por términos e retomadas com o investigado. Segundo o relato dela, a agressão teria sido motivada por ciúmes excessivos e comportamento controlador.
De acordo com o que consta no inquérito policial, no dia 23 de novembro, dentro de um quarto em um hotel no Centro de Curitiba, o investigado teria tentado asfixiar a vítima após suspeitas infundadas de traição.
Funcionários do hotel ouviram gritos de socorro, intervieram e conseguiram conter o homem, evitando um desfecho mais grave. A vítima relata ainda o constrangimento de estar quase nua no momento da intervenção.
O procedimento policial reúne depoimentos, laudos de lesões corporais, relatos de testemunhas e registros em vídeo anexados aos autos.
A advogada da vítima, Caroline Rangel, afirma que o conjunto de provas demonstra a gravidade do caso e critica a decisão judicial.
“É uma situação bem delicada. A gente está falando de um caso que a materialidade e a autoria são claras. Nós temos o laudo feito pela polícia e particular que testa a violência. Temos testemunhas do hotel que confirmam a desavença entre o casal. A violência foi motivada por um ciúme doentio. A gente tem todo esse conjunto de provas e mesmo assim a Justiça entendeu que não é suficiente para prendê-lo”
disse a advogada Caroline Rangel.
A empresária relata que vive com medo desde o episódio.
“Muitas vezes eu tenho receio para sair. Procuro não sair sozinha. O medo tomou conta”
afirmou.
“Pra mim a decisão da Justiça é horrível. Pensar que alguém tentou ceifar a sua vida e a Justiça fazer isso. A gente fica refém, pois a pessoa sai impune. Eu fico insegura e com medo. Fiquei muito mal com isso”, completa a vítima.
O caso está em fase de recurso e ainda não há data para julgamento.