Policial não vai responder por homicídio de empresário

Segundo investigação, policial não teve intenção de matar

Redação

O delegado Geraldo João Celezinski, que investiga a morte do empresário Rafael Guebur em Curitiba, disse nesta quinta-feira (10) que o policial militar suspeito pelas agressões não irá responder por homicídio. Em entrevista à Banda B, o delegado informou que o inquérito está praticamente concluído e que está claro que não houve a intenção de matar, o que caracteriza no caso uma lesão corporal seguida de morte.

“No momento estamos aguardando o laudo do Instituto de Criminalística sobre as câmeras de segurança da boate. Mas, desde o início, temos o convencimento formado que não há uma vontade de matar. Não é um caso de homicídio, tecnicamente pelo que se prevê no código penal é lesão corporal seguida de morte”, disse Celezinski.

Sobre a denúncia da família de que o policial estaria atuando como segurança no local, o delegado falou que as evidências no momento não levam a esse caminho. “Eu apurei os fatos e ele diz que estava como cliente. Um amigo estava do lado de dentro e, antes de entrar, essa briga aconteceu”, comentou.

O crime

Guebur morreu no dia 27 de junho, quatro dias após sofrer agressões de um policial militar na boate localizada no Bairro Alto. Segundo informações da família da vítima, Guebur e um amigo estavam em outro lugar da Linha Verde e decidiram parar ali no começo da madrugada. Antes mesmo da entrada, eles urinam no muro da casa noturna, iniciando a confusão.

Imagens de uma câmera de segurança vizinha ao estabelecimento mostram o momento em que o amigo é agredido na rua. Nas imagens é possível perceber um uso excessivo de violência e que ele demora um tempo para conseguir levantar. Este foi socorrido e ficou hospitalizado por alguns dias.

A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar sobre o caso e aguarda retorno.

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