O delegado Erik Busetti, condenado a mais de 38 anos de prisão por matar a esposa, Maritza Guimarães de Souza, e a enteada, Ana Carolina de Souza, foi demitido do cargo após decisão do governador do Paraná, Ratinho Jr (PSD). O decreto foi assinado nesta sexta-feira (11). Defesa de Busetti afirmou que irá analisar a decisão na íntegra.

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Foto: Arquivo/PCPR.

Na segunda-feira (7), a Banda B trouxe a informação de que a demissão de Erik já era analisada por uma decisão conjunta do Conselho da Polícia Civil.

Sete conselheiros acataram a medida por unanimidade após análise do caso em julgamento. A decisão seguiu ao governador Ratinho Jr, a quem cabia definir se demitia ou não.

Conforme a decisão de Ratinho Jr, o decreto publicado nesta sexta já entra em vigor na data de publicação, ou seja, Erik Busetti não é mais delegado e não tem mais cargo público.

Veja a decisão do governador do Paraná:

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Foto: Reprodução.

Segundo a polícia, o relator do caso recomendou a demissão do delegado “pelo bem do serviço público”. Busetti, conforme trouxe a Banda B na última quinta-feira (3), recebeu, desde março de 2020, quando as vítimas foram mortas, mais de R$ 1,3 milhão em salários brutos.

Cerca de três meses após a condenação, Busetti segue recebendo salário médio bruto de R$ 28 mil enquanto a defesa dele recorre da sentença.

A decisão do Conselho de Sentença também tem origem na decisão judicial emitida contra o réu por parte da Justiça do Paraná, que decretou a perda do cargo de delegado. Quatro dias após a condenação, a juíza Fernanda Orsomarzo chegou a enviar um ofício à Corregedoria-Geral da corporação para comunicar a decisão sobre a perda de cargo.

O que diz a defesa?

Em nota, a defesa de Busetti afirmou que irá analisar a decisão na íntegra e, após isto, irá decidir quais medidas legais serão tomadas. Veja o texto, abaixo:

O escritório Dalledone & Advogados Associados irá analisar, na íntegra, o teor da decisão do Conselho da Polícia Civil, para tomar as medidas legais adequadas e restabelecer o cargo de Erik Busetti, já que os fatos em julgamento jamais tiveram qualquer relação com sua atividade de Delegado de Polícia, função que desempenhou de forma exemplar