Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento

“Está difícil de dormir porque realmente é um crime muito complexo”. Sem poder dar mais detalhes do caso que segue em segredo de justiça, foi com esta frase que o delegado Guilherme Rangel resumiu como tem passado as últimas semanas, debruçado sobre o inquérito policial da morte de Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, que aconteceu no final de junho deste ano no bairro São Dimas, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. O caso foi relatado em primeira mão pela Banda B depois que a mãe de Tayná, ouvinte da emissora, procurou a reportagem para falar sobre o desaparecimento.

rangelFoto: Divulgação Polícia Civil

“Estou mais magro, até por ainda continuar na Divisão de Narcóticos (Denarc) como delegado adjunto. Como o caso segue em segredo de justiça não é possível dar qualquer informação sobre o que está sendo apurado”, afirmou o delegado em entrevista à Banda B na tarde desta quinta-feira.

MPPR não descarta novo suspeito

O Ministério Público do Paraná (MPPR) pode oferecer em 15 dias denúncia contra os suspeitos de terem matado a adolescente Tayná. Não está descartada a presença de um novo suspeito no crime, assim como os quatro presos primeiramente podem ter envolvimento no caso.

Em entrevista à Banda B nesta quinta-feira (15), o promotor do MPPR, Paulo Markovitz de Lima, destacou que novas provas chegaram ao inquérito feito pelo delegado Guilherme Rangel, que assumiu o caso depois das supostas torturas de policiais contra os quatro primeiros suspeitos presos.

“Nós recebemos provas pericias e materiais e temos 15 dias para analisar o inquérito que temos em mãos e que foi entregue pelo delegado Rangel. Ele (Rangel) pediu mais 30 dias, mas se acharmos nas próximas duas semanas que o inquérito já tem provas suficientes podemos entregar a denúncia ao sistema judiciário”, contou o promotor.

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