Daniel morreu aos 24 anos (Foto: Vitor Silva/SSPress/Divulgação Botafogo)

 

O delegado responsável por investigar a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, Amadeu Trevisan, disse que as próximas 24 horas serão decisivas para apontar se algum dos sete presos pode vir a ser solto a pedido da polícia. Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (20), o delegado disse estar no aguardo de exames periciais e que quer encerrar o inquérito até amanhã.

“O que a gente observa são algumas contradições nos depoimentos. Por exemplo, algumas pessoas colocam [Eduardo Purkote] na cena no crime e outras sequer o viram. Então dependemos de uma análise das próximas 24 horas. Eu posso vir pedir que algum envolvido seja solto, mas isso não depende de mim e sim do poder judiciário. Todos os casos estão sob análise, sobre quem ficará preso ou não”, disse o delegado.

Porém, segundo Trevisan, a dinâmica do crime está muito bem delineada e todos os sete presos serão indiciados. “Isso não significa que eles ficarão presos, já que essa é uma prerrogativa do poder judiciário. Entre os indiciados, temos homicídio qualificado, fraude processual e coação de testemunhas”, descreveu.

A expectativa para quarta-feira (21) está na divulgação dos exames periciais do Instituto de Criminalística e também do Instituto Médico Legal (IML). Entre eles, está o da porta, para a polícia ter uma análise se de fato foi arrombada quando Edison Brittes Júnior encontrou Cristiana Brittes com Daniel.

Os sete indiciados serão: Edison Brites, que confessou ter matado Daniel; a esposa dele, Cristiana Brittes; a filha do casal, Allana Brittes; e os três jovens que estariam no carro que levou Daniel até a Colônia Mergulhão: Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, David Willian Villero Silva, de 18, e Igor King, de 20.

Cristiana e Allana

Questionado sobre a participação das duas mulheres da família Brittes, Cristiana e Allana, Trevisan disse não ter dúvidas da participação, mesmo que elas não estando na cena do crime. “Aqui há fraude processual e resultado encoberto. Elas mantêm contato com a família e coagem testemunhas, vão até o shopping e procuram a casa de uma das testemunhas. Não tenho a menor dúvida que participaram do crime e aderiram para a história de que Daniel saiu pelo portão”, concluiu o delegado.

O caso

Daniel foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estaria em uma festa e morreu após enviar fotos de Cristiana Brittes para amigos em um grupo de WhatsApp.