Foto: Flávia Barros – Banda B

A 5ª Divisão de Exército (5ªDE) realiza, nesta terça-feira (18), operação para fiscalizar os pontos de produção e venda de armas e produtos controlados. O principal objetivo é o de coibir ou reduzir o cometimento de crimes relacionados à utilização, transporte, armazenagem e comércio desses materiais. As polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal também participam da operação, que ganhou reforço após o decreto que flexibilizou a posse de armas em todo o país.

De acordo com o delegado Adriano Chohfi, da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam), o aumento da procura também cria uma obrigação de aumento na fiscalização. “A flexibilização da posse e do porte de arma não significa uma fiscalização menos intensa. Com a procura, o trabalho é intensificado. Temos que ficar atentos e evitar que isso não se torne uma porta para a criminalidade”, disse.

Durante a operação, as equipes de fiscalização do Exército verificam a documentação, as condições de segurança, o armazenamento, a comercialização e o transporte relacionados à utilização de explosivos por mineradoras e pedreiras, o uso de produtos químicos controlados e de blindagens, bem como armas de fogo, munições e insumos em lojas físicas cadastradas.

O chefe do serviço de fiscalização de produtos controlados da 5ª região militar, Coronel Aguiar, explica que cabe ao Exército, por força normativa, fiscalizar vários produtos e é o que está sendo feito em 17 pontos nesta terça. “Normalmente os produtos mais conhecidos que são fiscalizados por nós são explosivos, munições, armas e na blindagem de veículos, de lotéricas e fachadas de prédio, mas também temos um trabalho com uma infinidade de produtos químicos que possam afetar a sociedade. Hoje estamos verificando algumas irregularidades e descontrole de estoque, porque esse produtos não podem chegar a pessoas erradas”, comentou.

A classificação de um produto como controlado pelo Exército tem por premissa básica a existência de poder de destruição ou outra propriedade de risco que indique a necessidade de que o uso seja restrito a pessoas físicas e jurídicas legalmente habilitadas, capacitadas técnica, moral e psicologicamente, de modo a garantir a segurança da sociedade e do país.