O delegado Amadeu Trevisan, responsável pelas investigações do caso do policial morto ao ser atropelado por um caminhão em São José dos Pinhais, afirmou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (16) que há provas suficientes para acusar o condutor suspeito por dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Joel Bin, de 44 anos, suspeito do atropelamento (Foto: Antônio Nascimento/Banda B)

Trevisan também reforçou a teoria de que Joel Bin, de 44 anos, não percebeu que tinha atropelado o PM, mas a ingestão de bebidas alcoólicas e de medicamentos controlados comprova a sua culpabilidade. “Ele estava bêbado e atravessou a contramão. Toda pessoa que bebe e pega seu carro tem um mínimo de noção que pode causar um dano como esse”, disse o delegado.

A autoridade policial também afirmou que todo o processo tem sido comandado de forma tranquila e sem influência da opinião pública. “O inquérito tem tramitação normal, mesmo em casos de muita comoção como esse, então precisamos ficar tranquilos para montar uma boa prova, com a autoria e a materialidade do delito”, explicou à reportagem.

Para os próximos dias, ele explicou que deverá colher mais depoimentos de testemunhas. “Vamos ouvir também policiais que atenderam o acidente, além de continuar procurando filmagens que possam ajudar na elucidação”, contou à Banda B.

Relembre o caso

O policial Lucas Raffael Gasparin Brandt, de 29 anos, soldado do 17ª Batalhão da Polícia Militar (BPM), morreu em um acidente, próximo das 19h deste sábado (13), na Alameda Arpo, no Jardim Cruzeiro, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. O policial voltava para casa de moto depois de um turno de trabalho, quando um caminhão desgovernado invadiu a pista contrária e passou por cima da motocicleta. O momento da colisão foi registrado por uma câmera no local.