O delegado Marco Antonio de Goes Alves teve sua condenação mantida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) por lavar ao menos R$ 200 mil. A quantia, diz o Ministério Público do Paraná (MP-PR), é oriunda de corrupção e outros crimes. A defesa vai recorrer da decisão.

Além do delegado, um comerciante que havia sido denunciado pelo MP por lavagem de dinheiro também teve sua pena mantida. Ambos os acusados havia sido condenados em primeira instância. O delegado recebeu sentença de pena superior a cinco anos em regime semiaberto, e o comerciante foi condenado a pouco mais de três anos de prisão em regime aberto.

Decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná também impôs a perda do cargo público do delegado.

Justiça mantem condenação de comerciante e delegado acusados de lavar R$ 200 mil em Curitiba
O delegado condenado por lavagem de dinheiro, Marco Antonio de Goes Alves – Foto: Divulgação/Governo do Paraná

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público apurou que o delegado e o comerciante simularam um contrato de mútuo (empréstimo) para justificar a legalidade de R$ 200 mil originários de corrupção e outros crimes.

Além disso, o órgão argumenta que eles praticaram crimes “valendo-se das atribuições e da estrutura da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) e Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Curitiba”.

As investigações tiveram início em 2013, com a Operação Vórtex. À época, um esquema que envolvia policiais civis e comerciantes foi descoberto. Os crimes eram diversos: concussão (exigência financeira mediante ameaças), denunciação caluniosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

A primeira denúncia oferecida pelo MP levou à condenação de 21 réus pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Curitiba.

Ativo no quadro funcional da Polícia Civil desde 2002, o salário bruto do delegado Marco Antonio de Goes Alves chega a R$ 31.001,78.

Procurada pela Banda B, a defesa do delegado disse que vai recorrer da decisão, a qual chamou de “equivocada”.

“A decisão do tribunal foi completamente equivocada, assim como a sentença de primeira instância. Existem erros terríveis nesta decisão, que serão reparados por meio de recursos ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Ele foi condenado tão somente no crime de lavagem de dinheiro sem apontar o crime antecedente, o que nos causa surpresa e nos choca”, disse o advogado Nilton Ribeiro.

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Justiça mantém condenação de comerciante e delegado acusados de lavar R$ 200 mil em Curitiba

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