A delegada da Polícia Civil Wanessa Santana Martins Vieira, e o marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foram presos na última quarta-feira (11) por peculato, após o uso indevido de uma viatura da corporação destinada à servidora da polícia de Minas Gerais. Veja quem são os envolvidos no crime. 

Homem e mulher presos por uso indevido de veículo policial em Minas Gerais.
Advogado já teria sido investigado por outros crimes anteriormente. Foto: Reprodução/Redes sociais.

A prisão ocorreu após denunciantes anônimos encaminharem relatos à Corregedoria da Polícia Civil e à Ouvidoria do Estado informando que o advogado usava a viatura para fins pessoais. O veículo estava sob responsabilidade da delegada e não pode ser utilizado por cidadãos sem vínculo com o serviço público.

O advogado foi preso durante uma blitz elaborada pela Corregedoria da Polícia Civil na Avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte. Os agentes verificaram que o condutor não possuía nenhum vínculo com a corporação, conduziram o advogado à delegacia e apreenderam o veículo. 

Enquanto isso, outra equipe da Corregedoria foi até a casa da delegada e a levou à delegacia para prestar esclarecimentos. Após o depoimento, os agentes prenderam Wanessa em flagrante.

A Justiça concedeu liberdade provisória para ambos os investigados, durante audiência de custódia. A juíza responsável pelo caso determinou uma fiança no valor de R$ 5.673,50 para cada um. O casal responde às investigações em liberdade.

Veja quem são delegada e advogado presos

Wanessa Santana Martins Vieira atua como delegada da Polícia Civil de Minas Gerais em São José da Lapa, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com informações do Portal da Transparência, a delegada recebeu uma remuneração bruta de aproximadamente R$ 25,9 mil em janeiro deste ano. 

Formada em direito, Wanessa é especialista em criminologia e integraria o quadro da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) há pelo menos dez anos.

O advogado Renan Rachid Silva Vieira é formado em Direito desde 2013. Casado com a delegada há mais de dez anos, ele já era investigado por outros crimes antes de ser preso dirigindo a viatura, segundo fontes da polícia.

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Entre 2019 e 2025, a polícia recebeu denúncias contra Renan por violações, incluindo falsificação de cheque, ameaças e estelionato. Segundo boletins de ocorrência, ele teria ameaçado vítimas em cobranças de dívida e também vendido um imóvel que já estava penhorado, recebendo dinheiro da compradora sem poder transferir a propriedade.

A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais continua investigando o caso. 

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