Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento

As delegacias de polícias de todo o Paraná não vão atender a população nesta quinta-feira (20). Policiais civil vão parar as atividades por 24 horas para pressionar o governo estadual por “promessas não cumpridas”. De acordo com o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), a população não poderá registrar boletins de ocorrências e as investigações e inquéritos ficarão parados. “Apenas flagrantes e locais de homicídios vamos atender”, garante o presidente André Gutierrez em entrevista à Banda B. O Instituto de Identificação também estará fechado.

Cerca de mil policiais vão se reunir a partir das 9 horas na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico. Caravanas do interior do Estado estão confirmadas para participar do manifesto. Uma assembleia no fim do dia vai determinar se a categoria volta ao trabalho ou permanece mais tempo com os braços cruzados.

O presidente do Sinclapol afirmou que, entre as reivindicações, o descaso como a Polícia Civil nos últimos tempos teve grande influência na paralisação. “Estamos com efetivo de investigadores de 2,6 mil em um previsto de 2,4 mil. Temos em todo Paraná 4,2 mil policiais, o que é previsto apenas para investigadores. Então, não tem condição, precisamos de respeito, valorização e contratação de efetivo”, explica.

A categoria quer a aprovação do novo estatuto da corporação, promoções, progressões de carreira que não estão sendo pagas e discutir a permanência de presos em delegacias. O governo do Estado divulgou na semana passada a autorização do pagamento das promoções, a partir de março deste ano, para integrantes das carreiras de Delegado de Polícia, Papiloscopista e Agente em Operações Policiais. No entanto, a categoria não ficou satisfeita e a greve não está descartada.