A defesa de Cleyton Lucas dos Santos Lima, de 19 anos, investigado pela morte da jovem Nicoli Eduarda Schuwab Pinto, de 18 anos, na última segunda-feira (2), em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, se posicionou oficialmente nesta sexta-feira (6) sobre o caso.

Viaturas policiais em frente à casa onde jovem foi morta em Fazenda Rio Grande
Viaturas da polícia em frente à casa onde jovem foi morta a facadas em Fazenda Rio Grande. Foto: Cristiano Vaz/Banda B.

Nicoli foi morta a facadas dentro da casa onde morava com o ex-companheiro. Após o crime, o suspeito também tentou tirar a própria vida e precisou ser socorrido.

De acordo com os advogados de defesa, Fábio Assis e Michael Pinheiro, o casal mantinha um relacionamento de aproximadamente dois anos e oito meses. Eles tinham uma filha de apenas oito meses e moravam juntos na casa da mãe do investigado, em Fazenda Rio Grande.

Segundo os advogados, não há registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. A defesa também afirma que o jovem não possui antecedentes criminais.

“O Cleyton não tinha nenhum antecedente criminal e não existia nenhum boletim de ocorrência de violência doméstica. Não podemos afirmar que ela era uma vítima de violência doméstica”, declarou a defesa.

Após ser socorrido, o suspeito foi encaminhado ao Complexo Médico Penal, onde permanece sob custódia. A expectativa é que, após avaliação médica, ele seja transferido para uma unidade prisional convencional.

Os advogados também afirmam que ainda não há confirmação completa sobre a dinâmica do crime. Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos está a possibilidade de ter ocorrido uma luta corporal entre o casal antes do assassinato.

Outro ponto destacado pela defesa é que o bebê do casal não teria presenciado o crime. Segundo os advogados, os policiais que atenderam a ocorrência relataram que a criança estava no berço no momento do ocorrido.

“Os policiais relatam que o bebê estava no berço. Então, essa história que o crime foi cometido na frente do bebê é uma falácia”, afirmou a defesa.

A prisão preventiva de Cleyton já foi decretada pela Justiça. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná, por meio da delegacia de Fazenda Rio Grande, e é tratado como feminicídio.

A defesa afirma que acompanha o andamento das investigações e diz que, neste momento, não pretende pedir absolvição do investigado, mas sim contribuir para o esclarecimento completo dos fatos dentro do devido processo legal.

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