A defesa de Cristiana Rodrigues Brittes, de 36 anos, fez um pedido à Justiça de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, para que ela passe a responder ao processo que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas em liberdade. De acordo com o pedido, a condição cautelar de Cristiana é semelhante com a da filha Allana, que teve habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no início do mês.

**ARQUIVO** Cristiana está presa desde novembro do ano passado (Foto: Franklin de Freitas/Folhapress)

Entre as justificativas para o pedido de revogação de prisão preventiva está o fato de Cristiana não ter nenhuma passagem criminal anterior, ter residência fixa, ser casada há quase 20 anos e ter uma filha de 12 anos, que é sua dependente financeira.

Cristiana foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por homicídio qualificado, fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo. Ela está presa desde novembro de 2018 na Penitenciária Feminina de Piraquara.

Desde o início do processo, a defesa afirma que a morte de Daniel aconteceu após Cristiana ser importunada sexualmente. Edison Brittes Junior teria iniciado os espancamentos contra o jogador após encontrá-lo em cima da cama com Cristiana.

Interrogatórios

A família Brittes e os outros quatro acusados de envolvimento no crime começam a ser ouvidos em audiência no próximo dia 4 de setembro.

Os interrogatórios estavam marcados para 13 de agosto, mas foram adiados pela ausência de uma testemunha.

Além de Edison e Cristiana, respondem por homicídio qualificado Eduardo Henrique da Silva, Ygor King, e David Willian Vollero Silva.

O caso

Daniel foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, foi assassinado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel, em São José dos Pinhais.

Na residência, o pai da menina, Edison, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por Edison, David, Eduardo e Ygor até a Colônia Mergulhão.