O advogado de defesa da Família Brittes, Claudio Dalledone, fez um pedido à Justiça de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, para que Edison Brittes Junior seja autorizado a receber visitas da esposa e da filha. De acordo com o pedido protocolado nesta quinta-feira (27), com o encerramento da fase de instrução e julgamento, não há razões legais para que a família tenha seu contato impedido.

Reprodução

Cristiana e Allana Brittes estão impedidas de ver Edison graças a medidas cautelares impostas pela Justiça para que pudessem responder ao processo em liberdade.

Para Dalledone, porém, não há mais razões para que as visitas sigam impedidas. “Estamos tratando de uma família, um pai, uma esposa e mãe e uma filha. A Constituição reserva direitos nesses casos e estamos indo a juíza da causa pedir que a família possa ter contato novamente. A instrução está encerrada, tudo correu normalmente, o comportamento de Allana e Cristiana é exemplar, o de Edison na Penitenciária idem. Não há razões para que uma família não possa estar reunida aos olhos da Lei, do Estado que guarda a custódia de Edison e é o guardião deste processo”, diz o defensor

Preso há um ano e quatro meses, Edison Brittes está impedido de ver a esposa e a filha desde o dia das prisões, em 1º de novembro de 2018. As únicas oportunidades em que puderam estar juntos aconteceram durante as audiências da fase de Instrução do Processo, encerradas no ano passado.

Caso Daniel

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), o jogador Daniel Correa Freitas participava das comemorações de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes, que havia completado 18 anos. Após passar a noite em uma casa noturna do bairro Batel, Daniel foi convidado para um ‘after’ na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu.

Edison Brittes confessa a morte de Daniel e afirma que tomou a medida extrema após encontrar Daniel na cama com Cristiana. O jogador então foi brutalmente espancado e levado no porta-malas de um Veloster até a Colônia Mergulhão, onde foi morto com um corte no pescoço e o pênis decepado.

Edison, Cristiana Brittes e Allana foram apontados como principais responsáveis pelo crime, com David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King e Evellyn Perusso sendo posteriormente indiciados e denunciados por envolvimento na morte.

Atualmente, o processo aguarda a decisão de pronúncia, que pode levar os sete réus a júri popular, mas por diferentes crimes.