Advogado Cláudio Dalledone concedeu entrevista coletiva nesta quarta (Foto; Flávia Barros – Banda B)

 

O advogado Cláudio Dalledone, que representa a família Brittes, disse em entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira (28), que uma testemunha trará à tona um suposto caso de importunação sexual praticado pelo jogador Daniel Correia de Freitas, de 24 anos. A mulher é moradora em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e Dalledone promete que ela virá à tona nos próximos dias.

“É uma vítima do Daniel, que será colocada para falar o que aconteceu. Ela dará entrevista e o caso virá à tona. No tempo certo, vocês saberão o que aconteceu com esta mulher”, disse o advogado.

De acordo com Dalledone, não há dúvidas de que Daniel cometeu crime de importunação sexual contra Cristiana Brittes, de 35 anos, antes do crime praticado pelo marido dela, Edison Brittes, de 38, e mais quatro jovens.

“Não resta dúvida que há um crime de importunação sexual. A mulher estava embriagada, deitada e o Daniel disse por mensagem e áudio que iria atrás da coroa ou da novinha. Isso está mais do que claro”, afirmou.

Edison Brittes foi denunciado por homicídio triplamente qualificado. Já Cristiana foi denunciada por homicídio qualificado.

O caso

Daniel foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com a polícia, ele estava em uma festa na casa da família Brittes e morreu após enviar fotos de Cristiana para um grupo de amigos no WhatsApp.

Investigações apontam que pelo menos quatro pessoas teriam participado das agressões contra o jogador. Já bastante machucado, ele foi colocado no porta-malas de um veículo Veloster e levado até a Colônia Mergulhão. Neste local, pelo menos duas pessoas teriam carregado o corpo do jovem até uma plantação de pinus, segundo conclusão de perícia do Instituto de Criminalística do Paraná.

Sete pessoas foram denunciadas pelo crime: Edison Brittes Junior, Eduardo Henrique da Silva, Ygor King e David Willian Vollero Silva – homicídio triplamente qualificado, com motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual; Cristiana Brittes – por homicídio qualificado; Allana Brittes – fraude processual e coação de testemunhas; e Evellyn Perusso – fraude processual e falso testemunho.