A defesa de Edison Brittes, réu por homicídio do jogador Daniel Correia Freitas, pediu para que a prisão cautelar dele seja convertida em prisão domiciliar por causa da pandemia do coronavírus.

O motivo, segundo o advogado de Brittes, Cláudio Dalledone Júnior é o ” gravíssimo risco de disseminação do
coronavírus (COVID-19) em ambientes de confinamento humano, notadamente em locais de estrutura precária de condições de saúde e higiene básica.”, diz um trecho do pedido. Brittes está preso preventivamente desde novembro de 2018.

Edson Brittes está preso pela morte do jogador Daniel – Reprodução

O pedido, feito na quinta-feira (19), cita ainda uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que, em alguns casos, prisões preventivas possam ser reavaliadas caso a caso para evitar o contágio pelo vírus.

“A defesa aguarda com serenidade a decisão da justiça e espera que sejam considerados os aspectos de cuidados com a saúde e preservação da vida, razões que motivam o pedido”, diz a defesa em nota.

Edison Brittes está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara.

Júri popular

A Justiça determinou que quatro acusados pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas respondam por homicídio qualificado no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A decisão de pronúncia, publicada no dia 28 de fevereiro, determina que os sete denunciados sentem no banco dos réus, mas por diferentes crimes.

Vão responder por homicídio qualificado “pela torpeza do motivo, pelo emprego de tortura ou outro meio insidioso ou cruel, e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima”: Edison Brittes Junior, David Willian Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King. Os quatro teriam participado das agressões contra o jogador e teriam levado o corpo até a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais. Destes, apenas Edison permanece preso.

A esposa de Edison, Cristiana Brittes, chegou a ser denunciada por homicídio qualificado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), mas para a juíza Luciani Regina Martins de Paula, “a completude de provas revela que não há ‘indícios suficientes de autoria’ para a Pronúncia, mas não revela – com absoluta e inequívoca certeza – que a acusada não concorreu para o crime.”

Caso Daniel

Segundo a denúncia do MP-PR, o jogador Daniel Correa Freitas participava das comemorações de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes, que havia completado 18 anos. Após passar a noite em uma casa noturna do bairro Batel, Daniel foi convidado para um ‘after’ na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu.

Edison Brittes confessa a morte de Daniel e afirma que tomou a medida extrema após encontrar Daniel na cama com Cristiana. O jogador então foi brutalmente espancado e levado no porta-malas de um Veloster até a Colônia Mergulhão, onde foi morto com um corte no pescoço e o pênis decepado.